quarta-feira, 21 de março de 2007

Vanessa Redgrave


Falar de Vanessa Redgrave é muito fácil, porque ela tipifica, na segunda metade do século XX, a tradicional escola inglesa de representação. Não está sozinha nesse papel, muito bem acompanhada até, mas é uma das actrizes que, por si só, ilustra a arte dramática da “velha Albion”.
A primeira vez que a vi foi em “Blow-Up”, nos anos 60. E pouco depois, o filme que a colocou na minha lista de favoritas, “Isadora”, a célebre bailarina Isadora Duncan retratada de maneira soberba pela grande actriz.
São muitos os que nunca tiveram oportunidade de ver este filme. Vejam-no!
Para mim, foi o papel da sua vida, embora tenha sabido sempre escolher com critério os projectos em que participava, gerindo bem a carreira, intercalando cinema com teatro, nomeadamente em Londres.
Inolvidável é igualmente o seu papel em “Julia”.
Se quiserem conhecer melhor esta actriz, não deixem de ler o seu livro “Uma Autobiografia”, publicado pela Editorial Bizâncio, em 2001.

5 comentários:

teresamaremar disse...

Ahhh eu vi Isadora, e, talvez por eu ser muito jovenzinha então, a cena da echarpe estrangulando, momento tenso, denso e extenso, nunca o esqueci.
E em Julia, lembro, creio que numa cena em um café, da voz e do olhar.
Curioso... a voz e olhar e já lá vai tanto tempo.

Teresa disse...

Julgo que luminosa talvez seja o adjectivo que para mim melhor a descreve.

Persigo há anos um filme que nunca vi: "Two Queens", ela e a Glenda Jackson (duelo de gigantes). Quando passou no cinema não tinha idade para entrar, nunca mais o apanhei. Estupidamente, não o comprei na Amazon quando ainda estava disponível em VHS, agora parece que foi ebgolido pela terra. E de dvd, então, nem é bom falar...

Não esquecer também que falar dela é falar de autêntica realeza do Teatro, os Redgrave são uma verdadeira dinastia, que continua na filha, Natasha Richardson (por acaso casada com o Liam Neeson). Um dos raros casos em que o talento parece ser mesmo uma herança genética.

jose quintela soares disse...

Por acaso, teresa, "Two Queens" não será..."Mary,Queen of Scots"?
Se for, e acho que é, pode comprá-lo em VHS ainda. Em dvd nunca houve, de facto.

Teresa disse...

Tem toda a razão, José!!! Fui verificar ao imdb, e lá estava: 1971, "Mary, Queen of Scotts"! Julgo que o meu engano se deve ao facto de o título português, tanto quanto me lembro, ter sido "Duas Rainhas". E como o filme era para maiores de 12 anos, não pude vê-lo...

Fui espreitar a Amazon, ainda se arranja em VHS, mas a preços escandalosos: a partir de 60 dólares. Se lhe pusermos as taxas em cima e eventualmente a alfândega (surpresa desagradável com que de vez em quando me deparo ao mandar vir filmes, discos e livros, razão pela qual procuro sempre primeiro na britânica, apesar de ter muito menos coisas)o custo dispara para a estratosfera. Já me aconteceu pagar mais em direitos do que o preço dos artigos. Vou ter confiança em que o filme acabe por ser editado. Aliás a verdade histórica é bastante falseada. As duas rainhas nunca se encontraram. Mas esse erro vem de longe. Já o Donizetti na "Maria Stuarda" (que foi criada pela lendária Malibran) nos tinha brindado com essa bela fantasia.

elisabete cunha disse...

Belissíma!!!!
Abraços!

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