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terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Bande à Part"


É sempre gratificante ver um filme de Godard.
Tenho muitos.
E um dos meus preferidos é “Bande à Part”, de 1964, que agora revi.
Um policial fabuloso e diferente, com três interpretações absolutamente fascinantes.
Anna Karina com os seus olhos deslumbrantes, “musa” do realizador e então sua mulher na vida real, bem ladeada por Sami Frey e Claude Brasseur, preenchem toda a trama e acção, prendendo o espectador ao sofá (neste caso).
E há um narrador, que é o próprio Jean-Luc Godard.
A banda sonora é de Michel Legrand.
O modo como uma rapariga baralhada entre dois amores é manipulada por dois escroques, é aqui retratado de forma brilhante, em cenas inesquecíveis e que inspirariam outros cineastas.
Um belo serão!




quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Mrs. Miniver"

William Wyler (1902-1981) realizou, entre outros, “Jezebel” (1938), “Wuthering Heights”(1939), “Carrie”(1952), “Ben-Hur” (1959), e “Funny Girl” (1968).
Como tal, não admira que nos tenha presenteado, em 1942, com “Mrs.Miniver”.
Em plena Guerra Mundial, este filme mostra bem o contraste entre a vida normal de uma pequena e pacata cidade inglesa antes do conflito, e as transformações radicais, incluindo as sociais, que este acarretou.
Vencedor de 6 estatuetas da Academia, Churchill chegou a afirmar que a película fizera mais pela Inglaterra que muitas das acções militares.
Visto pela crítica da época como um incitamento de Wyler à intervenção norte-americana, há no filme vários pontos a destacar, desde os papéis principais entregues a Greer Garson e Walter Pidgeon, passando por uma plêiade de secundários (Teresa Wright, May Whitty, Reginald Owen ou mesmo Richard Ney), à fotografia magnífica, e a uma realização perfeita.
“Mrs.Miniver” é um filme que se revê com prazer.




segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quem sabe, sabe.


“Righteous Kill”, de Jon Avnet, traduzido para português como “As Duas Faces da Lei”…
Independentemente de mais essa barbaridade, este filme de 2008 é uma oportunidade soberana de ver contracenar dois “monstros sagrados” do Cinema, Robert de Niro (n.1943) e Al Pacino (n. 1940).
Qualquer filme, por mais banal que seja, e não é o caso presente, que consiga reunir duas estrelas deste gabarito, acaba por ser sempre um festival de interpretação.
Recordo, entre muitos outros, Jack Nicholson e Morgan Freeman em “The Bucket List”, de 2007.
De Niro e Pacino são dois amigos veteranos da Polícia. E desde o princípio, somos levados a crer que De Niro faz justiça pelas próprias mãos, assassinando criminosos ilibados pelos tribunais. Só que no final, surpreendentemente, descobre-se que estava inocente. Não era ele.
Os talentos destes grandes actores, envelhecidos (principalmente Pacino) mas com um “saber estar” de realce, experientes e categorizados, colocam este filme naquela galeria onde guardamos os que queremos voltar a ver, de tempos a tempos.




quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Uma Noite na Ópera"


O filme foi realizado em 1935, por Sam Wood.
Para quem gosta dos Irmãos Marx, “Uma Noite na Ópera” é um clássico indispensável, a rever sempre que a boa disposição precise de imperar.
Como sempre, Groucho tem aqui uma interpretação notável, ao seu melhor nível, com diálogos absolutamente delirantes, a um ritmo que só ele conseguia impor, mostrando todas as suas capacidades de cómico não datado, que não precisa de rir para fazer rir.
Chico e Harpo, uma vez mais, aproveitam para demonstrar os seus talentos musicais, ao piano e na harpa, exímios executantes que filmes como este perpetuam.
Uma palavra para Margaret Dumont, a eterna “namorada” de Groucho.
Há várias cenas célebres neste filme. Recordo a do camarote exíguo onde entra uma pequena multidão com baús à mistura, a fuga pela vigia, a récita de “Il Trovatore” que os irmãos estragam por completo, ou logo a cena inicial no restaurante.
Momentos de antologia.


quinta-feira, 18 de março de 2010

Filmes Revisitados (10)


Nunca me canso de rever “Johnny Guitar”.
Não sei o que aprecio mais, se a extraordinária Joan Crawford (1904-1977), a realização soberba de Nicholas Ray (1911-1979), a fotografia de Harry Stradling, a sempre excelente secundária Mercedes McCambridge (1916-2004) ou o magnífico John Carradine (1906-1988) num modesto mas brilhante papel.
É um “western”, mas é muito mais do que isso. É um drama passional que envolve o espectador, do princípio ao fim, sem interrupções, bastando o olhar de Crawford para chamar a atenção para a força que um grande intérprete pode transmitir em silêncio.
Até Sterling Hayden (1916-1986), que não era um grande actor, no papel de Johnny, parece agigantar-se ao estrelato, tal a companhia de Crawford, McCambridge, Carradine e mesmo de um Ernest Borgnine.
Realizado em 1954, “Johnny Guitar” é um clássico que se revê com admiração.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Filmes Revisitados (9)

Em Abril de 2007, escrevi neste blogue a propósito de “O Pátio das Cantigas”:

“Ó Evaristo, tens cá disto?”, “Ouçam ópera….que é música própria para…operários!”, "Oh seu camelo!", “Arranjo-lhe um lugar no desemprego e dessincronizo-lhe a tromba!”, a explicação do funcionamento do aparelho de rádio…enfim, tantas e tantas cenas e ditos inolvidáveis, que passadas décadas, ainda são lembradas por todos (e fomos todos) os que vêem repetidamente este filme.

Revi, uma vez mais.
E passados 67 anos sobre a data da estreia, continuo a ficar deslumbrado com a qualidade de muitos dos intérpretes.
Reparem na expressão de António Silva, ouvindo António Vilar, o galã “conquistador” do “Pátio”, a cantar.


sábado, 9 de maio de 2009

"Paris"

“Paris”, de Cédric Klapisch.
A cidade, só por si, atrai a atenção do espectador, que não fica defraudado, bem pelo contrário, e uma excepcional interpretação de Juliette Binoche, mais uma, consolida o interesse do filme.
É uma história aparentemente banal, do cruzamento de algumas vidas numa grande cidade, mas é mais do que isso. Um retrato nada turístico, repleto do quotidiano próprio dos tempos que atravessamos.
O cinema francês a mostrar porque consegue conquistar cada vez mais público.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Filmes Revisitados (8)

“Desgraças de um Citadino” é o título em português do filme”The Prisoner of Second Avenue”, de 1974, que junta Jack Lemmon e Anne Bancroft, realizado por Melvin Frank.
A história é banal, mas evidentemente que o valor desta película está no trabalho extraordinário da dupla de principais intérpretes, com destaque para Lemmon.
Vale a pena apreciar este enorme actor, que passa repentinamente de um registo cómico para um acento dramático, em segundos, voltando ao primeiro pouco depois.
E Bancroft, que se tornara mais conhecida anos antes com “The Graduate” (“A Primeira Noite”), tem aqui um desempenho à sua altura.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Star Trek"


“Star Trek”.
A minha geração recorda com saudade esta série televisiva dos anos 60, que se perpetuaria com novos intérpretes e até filmes. Mas “Star Trek” será sempre aquela aventura semanal, a preto e branco, a que assistíamos maravilhados, uma ficção científica repleta de efeitos especiais, absolutamente fantásticos à época.
William Shatner (Kirk), Leonard Nimoy (Spock), Deforest Kelley (Médico), Nichelle Nichols (Uhura), James Doohan(Scott) e George Takei (Sulu) eram os nossos "heróis" e serão sempre “os” intérpretes de “Star Trek”.
Kelley e Doohan já morreram.
E a propósito, é curioso saber que parte das cinzas de Doohan foram lançadas no espaço, conforme seu desejo.
A fotografia foi tirada muitos anos depois da produção.

“Star Trek”.
Eterno.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Filmes Revisitados (7)

Em 1983, Francis F. Coppola “pegou” nuns miúdos e fez um filme em que são eles os protagonistas.
Seguem-se os nomes e as idades:
Matt Dillon (19), Rob Lowe (19), Emílio Estevez (21), Tom Cruise (21), Diane Lane (18), Ralph Macchio (21) e C.Thomas Howell (17).
Quase todos atingiram o sucesso e a fama, e a verdade é que Coppola, mestre nestas coisas de talentos, não falhou.
O filme relata a disputa entre um bando de marginais e outro de “betinhos”, sempre com um fundo moralista por trás, mas vale sobretudo por algumas excelentes interpretações destes miúdos, quase irreconhecíveis pela idade.
Chama-se “The Outsiders”, e em português foi apresentado como “Os Marginais”.
Passou um destes dias num dos Telecines.
Revi e não dei por perdido o meu tempo.

(Conseguem reconhecer todos na fotografia?)


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Filmes Revisitados (6)


Eric Rohmer, que também assina o argumento, realizou este filme extraordinário em 1969.
Nomeado para Oscar de melhor Filme Estrangeiro, perderia a estatueta para “Z – A Orgia do Poder”, de Costa-Gravas, mas esse facto em nada diminui a qualidade desta película superiormente interpretada por Jean-Louis Trintignant, bem acompanhado por Françoise Fabian e Marie-Christine Barrault.
Fazendo parte dos “Seis Contos Morais” do realizador, o filme aborda, de uma forma inteligente, a problemática da Fé, deixando em aberto questões sérias e nada simples, que cada espectador resolverá, ou não, consoante as suas convicções e atitude perante a vida.
Um daqueles filmes que se revê vezes sem conta, sempre actual e pertinente.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Filmes Revisitados (5)


O senhor Geoff Stier, que produziu o filme “Up at the Villa”, deve ter gasto uma fortuna na contratação do elenco.
Juntar Kristin Scott Thomas, Sean Penn, Anne Bancroft, James Fox e Derek Jacobi…convenhamos que não é barato.
“Up at the Villa”, que em português se chama “Paixão em Florença”…vale pela qualidade dos intérpretes, e pelas paisagens de uma Florença eterna.
Realizado por Philip Hass em 2000, a acção decorre em plena II Grande Guerra, com Mussolini no poder, e retrata bem a forma como um grupo de cidadãos estrangeiros endinheirados escapou à crueldade bélica, vivendo em Itália como se nada de anormal se passasse na Europa.
Adaptado de uma história de Somerset Maugham.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Filmes Revisitados (3)




“The Stranger” (“O Estrangeiro”, em Portugal) foi rodado em 1946, num “preto e branco” fascinante, com as sombras tão características do realizador, o genial Orson Welles (1915-1985).
É ele igualmente o protagonista do filme, ladeado por Edward G.Robinson (1893-1973) e Loretta Young (1913-2000). Robinson, que o personagem “Al Capone” catapultara para a fama, e Loretta, então uma das divas de Hollywood.
O filme narra um episódio da captura de criminosos nazis fugidos para os Estados Unidos, camuflados em novas identidades. Welles é um deles, agora um respeitável professor, mas Robinson segue-lhe o encalço.
A um ritmo fantástico, o filme mantém-nos presos, neste caso ao sofá, do princípio ao fim, repleto de suspense, uma fotografia excepcional, e desempenhos portentosos de Welles e Robinson, que se destacam, francamente, de todos os outros.
Vencedor do Oscar para Melhor Argumento.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Filmes Revisitados (2)

“Sorry, Wrong Number” (“Três Minutos de Vida”) foi realizado em 1948 por Anatole Litvak (1902-1974), um ucraniano que , entre outros, deu ao Cinema “Anastasia” (uma soberba interpretação de Ingrid Bergman) e “The Night of the Generals”.
O filme é inteiramente dominado por Barbara Stanwick (1907-1990), uma das divas de Hollywood, hoje muito esquecida, mas figura dominante durante décadas.
Nunca saindo do seu quarto, inválida, tendo apenas como companhia o telefone, a história desenrola-se a um ritmo impressionante, sem cansar, sem nos dar tempo para pensar na suposta necessidade de mudar de cenário.
Stanwick é magistral, neste papel de filha única de um rico industrial, que casa com um ambicioso Burt Lancaster, sempre descontente com a situação de “protegido” pela mulher e pelo sogro, e que planeia libertar-se daqueles jugos, mesmo ilicitamente.
São eles os protagonistas, mas Stanwick destaca-se claramente.
O filme foi nomeado pela Academia para “Melhor Filme”, mas não conseguiu a estatueta ( “Hamlet” de Laurence Olivier), e Barbara Stanwick foi igualmente nomeada para melhor Actriz, mas o prémio foi para Jane Wyman, com “Belinda”. Aliás, Stanwick nunca conseguiu ganhar o Óscar, mesmo tendo sido nomeada em quatro ocasiões.
No preto e branco ideal para este tipo de filmes, “Sorry, Wrong Number” mostra o talento de uma grande actriz.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Filmes Revisitados (1)


Laurence Olivier e Michael Caine.
Sir Laurence e Sir Michael.

São os dois intérpretes de “Sleuth”, que a tradução portuguesa obrigou a ser “Autópsia de um Crime”. Filme de 1972, com realização de Mankiewicz, ao som de Cole Porter.
As interpretações destes dois “gigantes” são de tal forma categóricas e históricas, que ambos foram nomeados pela Academia para Melhor Actor, ainda que o escolhido não tivesse sido nenhum deles, pois Marlon Brando arrecadou o prémio com “O Padrinho”.
Há muito tempo que não revia este filme.
Mas deliciei-me a apreciar este e aquele pormenor dos dois personagens, a verdadeira lição de bem representar que o filme permite.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"Os Irmãos Karamazov"

Revi ontem “Os Irmãos Karamazov”.
E mais do que a presença imponente de Yul Brynner, ou o azul dos olhos de Maria Schell, impressionou-me a extraordinária interpretação de um actor muito esquecido, Lee J. Cobb (1911 – 1976).
Aliás, este seu desempenho valer-lhe-ia uma nomeação para Actor Secundário em 1958, que perderia para Burl Ives, em “Da Terra Nascem os Homens”.
Não há palavras para descrever o que este actor consegue mostrar de um Pai devasso e alcoólico, avarento e perverso. É ele que domina o filme, o que não é fácil, tratando-se de um texto de Dostoyevsky.
Realizado por Richard Brooks (1912 - 1992), que nos deixou filmes como “Key Largo”, “The Last Time I Saw Paris”, “Lord Jim” e “Elmer Gantry”, “Os Irmãos Karamazov” é um clássico, que merece revisão periódica.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

"Get Smart"

Há muitos anos nos écrans da televisão, uma série cómica norte-americana, que parodiava o mundo dos agentes secretos.
Chamava-se “ Get Smart”, e estou certo que muitos a recordarão.
Maxwell Smart era acompanhado pela agente “99” (Barbara Feldon, nasceu em 1932) e interpretado magistralmente por um desconhecido actor até então, Don Adams (1923 – 2005).
Bem poucos me fizeram rir tanto, e sempre considerei “Get Smart” uma série de “culto”.
Foi criada por Mel Brooks e Buck Henry, e feita entre 1965 e 1970, com mais de cem episódios; ganhou 7 “Emmy Awards”.
As trapalhadas do Agente Smart, o célebre “telemóvel” escondido no tacão do sapato, a comicidade do actor e do enredo, maravilharam a minha geração, que ainda hoje a recorda.


sexta-feira, 2 de novembro de 2007

"Papillon"

Quem não leu “Papillon” de Henri Charrière no princípio dos anos 70?
Foi um sucesso à escala mundial, esteve na “moda”, como aconteceu há pouco tempo com o “Código da Vinci”…
Também esse livro deu origem a um filme, em 1973, com o mesmo título, superiormente interpretado por dois “monstros sagrados”, Steve McQueen e Dustin Hoffman.
Personagens opostas mas cúmplices, o forte com ideias, o fraco com dinheiro, e ambos com carácter, é uma delícia ver as “lições” de representação que vão dando ao longo das mil peripécias que lhes sucedem, como prisioneiros na Guiana Francesa.
A fuga, sempre a fuga, é a linha mestra do filme, um arriscar constante, repleto de traições, desenganos e frustração, até à última cena, em que “Papillon” consegue finalmente concretizar a evasão, mas já só ele, dada a evidente debilidade e resignação do amigo.
O abraço trocado no final do filme, cena sem diálogo, é de antologia.
Realizado por Franklin J. Schaffner, que já nos havia presenteado, três anos antes, com “Patton”.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"A Ponte do Rio Kwai"

Tem 50 anos.
“A Ponte do Rio Kwai”, de David Lean.
Revi-o uma destas noites, e mais uma vez dei por bem empregue o tempo.
O argumento é simples, trata-se da destruição, pelos aliados, de uma ponte ferroviária construída pelos prisioneiros britânicos na Birmânia ocupada pelo Japão, na Segunda Guerra Mundial.
Alec Guiness tem uma interpretação fantástica, (ganhou o Oscar de melhor Actor com ela), bem secundado por William Holden, na altura, um dos actores americanos mais populares, e Jack Hawkins, mais um “velho senhor” da geração de ouro.
O filme foi rodado em Ceilão, no meio de várias peripécias, uma das quais foi a produção ter de “tingir” de verde o rio, por este ter aparecido amarelo de um enxurrada durante uma noite, já depois de vários dias de filmagem.
E a música?
Quem não se recorda da marcha assobiada pelos prisioneiros, à chegada ao campo?
Malcolm Arnold foi o compositor, e para além desta banda sonora, que lhe valeu também o Oscar, escreveu “apenas” mais 131 (!).

Um serão bem passado!


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"Feios, Porcos e Maus"

Começamos por sorrir, depois rir até quase às lágrimas, voltamos à fase inicial e a certa altura estamos muito sérios a olhar para o écran, cada vez mais sérios até ao fim.
“Feios, Porcos e Maus”, de Ettore Scola.
Tudo se passa numa barraca de um “bairro de lata” perto de Roma, onde Giacinto vive com a mulher, dez filhos, a sogra, primos e primas. Todos numa só barraca, porque o chefe de família tem receio que alguém lhe roube a indemnização que recebeu por um acidente de trabalho. Dorme agarrado a uma espingarda, pronto a disparar sobre quem se aproxime, seja quem for.
Tudo aquilo é nojento, desde as refeições ao aspecto da família, degradante, promíscuo, miserável.
No meio de personagens absolutamente indescritíveis, Nino Manfredi é a “alma” do filme, com uma interpretação inesquecível. Poderia não ter feito mais nenhum filme, porque bastaria este para o colocar na galeria dos grandes actores italianos.

“Feios, Porcos e Maus”.
O título diz tudo, e bem.

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