O filme quase passou despercebido. Mas este momento, ao som de Josephine Baker, é de antologia. Catherine Frot tem um desempenho absolutamente delirante, e só por ela, e por este momento musical, vale a pena ver o filme. É difícil resistir…apetece ir dançar com eles.
Quem não recorda "Cabaret"? Quem não tem este filme em sua casa?
Uma Liza Minelli absolutamente fantástica, a mostrar que há casos em que "filha de peixe sabe nadar", não deixando os créditos de Judy Garland por mãos alheias.
“E Tudo o Vento Levou”. 1939. Clark Gable e Vivien Leigh são Buttler e Scarlett para a imortalidade. E Max Steiner compõe a música. Steiner, um austríaco que em criança recebeu lições de Brahms e mais tarde de Mahler, e que devido ao seu extraordinário talento, completou os quatro anos de estudo da Academia de Música de Viena, em apenas 2. Foi nomeado 26 vezes…pela academia de Hollywood.
“Gone with the Wind”.
Não é uma canção, mas sim uma melodia. Um clássico.
O filme é de 1965, e foi realizado por David Lean. Toda a Lisboa o foi ver ao saudoso “Monumental”, onde esteve durante meses em exibição. E se Omar Sharif e Julie Christie arrebatavam as multidões, outro homem, Maurice Jarre, autor da música, eternizava o tema de “Lara”, uma das mais célebres melodias que o Cinema deu ao mundo.
Escrita por Jay Livingston e Ray Evans, esta canção ainda hoje é ouvida com agrado, e todos conhecem o refrão, pelo menos. “Que Sera…Sera” foi apresentada no filme “The Man Who Knew Too Much”, de Hitchcock, e coube a Doris Day eternizá-la. E é claro que ganhou o Oscar para a melhor canção nesse ano.
Quem não se recorda de “Zorba”? Filme de 1964, com um Anthony Quinn absolutamente fantástico e inesquecível. A música é de outro gigante, Mikis Theodorakis.
O filme chama-se “Breakfast at Tiffany’s”, foi realizado em 1961 por Blake Edwards (marido de Julie Andrews), e George Peppard é o galã que contracena com a inesquecível Audrey Hepburn. A canção é “Moon River”, de Henry Mancini.
O filme, “Casablanca”, rodado em 1942, já tinha tudo para se tornar num clássico. Mas Bogart, Ingrid Bergman, e o realizador Michael Curtiz, ainda tiveram por honrosa companhia esta canção, composta por Max Steiner, autor de bandas sonoras inesquecíveis, como por exemplo, a de “E Tudo o Vento Levou”. “As Time Goes By”, que Dooley Wilson imortalizou. E que vamos ouvir.
Foi em 1952. Gene Kelly, Debbie Reynolds, Donald O’Connor, Cyd Charisse e muitos outros, interpretaram este filme que ficaria para a posteridade. E esta canção tornou-se famosa, por ela, e pelo trabalho extraordinário que Gene Kelly lhe emprestou.
Vasco Santana não era fadista. “Apenas” um excelente actor. Mas este fado que cantou em “A Canção de Lisboa” ficou na memória de todos, e ainda hoje, muitas dezenas de anos depois, há muitos fadistas a inclui-lo nas suas gravações. O “Fado do Estudante”.
Na história do Cinema, houve pares românticos para todos os gostos, mas este, formado por Jeanette MacDonald e Nelson Eddy, fez furor. Ela tinha uma voz portentosa, chegou mesmo a estudar canto para se tornar uma cantora lírica, mas o destino encaminhou-a para os estúdios. Ele ouvia em criança as gravações de óperas, e tentava imitar as vozes dos grandes cantores. Ou seja, as suas aspirações artísticas almejavam a Ópera, não o Cinema. Vamos ouvi-los em “Ah Sweet Mistery of Life”, (Maria Bethânia faria da versão portuguesa um grande sucesso, muitos anos mais tarde), canção que foi escutada e cantada durante todo o trajecto do funeral de Jeanette, por uma multidão absolutamente em histeria. Uma curiosidade: Jeanette nasceu em 1901 e morreu em 1965, Eddy nasceu em 1903 e morreu em 1967. Ou seja, respeitaram sempre as datas marcantes um do outro.
Esta canção, com o mesmo nome do filme, surgiu em 1954, e colocou Ethel Merman na galeria dos intérpretes inesquecíveis. Note-se que a actriz não tinha educação musical, era acima de tudo uma comediante, mas conseguia cantar como aqui se vê, e Irving Berlin (autor desta canção) e Cole Porter escreveram para ela. Figura ímpar da comédia musical da Broadway, ouçamos Ethel Merman, 14 anos depois.
"The Sound of Music", que Portugal conheceu como "Música no Coração", é um festival de canções inolvidáveis e que a minha geração guardará para sempre na memória.
Uma delas, a única cantada duas vezes no filme, é "Edelweiss".
Vamos ouvir Christopher Plummer na primeira dessas interpretações.
Julie Andrews transformou esta canção para crianças num sucesso tremendo, que todo o mundo cantava, ou tentava cantar, nos anos 60. “Mary Poppins” estreou em 1964. "Supercalifragilistic"….
Devido à lusa “esperteza saloia”, chamou-se em português “A Primeira Noite”, quando o título original é “The Graduate” (1967). Para além das fabulosas interpretações de Dustin Hoffman e Anne Bancroft, a música é de Simon & Garfunkel. E “Mrs.Robinson” tornou-se uma lenda.
“That’s Amore”, que Dean Martin interpretou em “The Caddy”, em 1953, tornou-se desde logo um êxito. Nem a “palhaçada” introduzida por Jerry Lewis conseguiu esbater o impacto da canção.
Muitas canções fazem hoje parte do nosso imaginário graças ao Cinema. Outras foram nele interpretadas, tornando-se inolvidáveis e eternas. É uma “viagem” por algumas dessas melodias que hoje aqui inicio. Começo com “Granada”, cantada pelo tenor Mario Lanza. O filme tem por título “Because You’re Mine”, e foi rodado em 1952.