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quarta-feira, 30 de junho de 2010

"The Graduate"

O filme “The Graduate”, de 1967, que conheceu em Portugal o insólito e “esperto” título de “A Primeira Noite”, revelou Dustin Hoffman e Katharine Ross, divulgou ainda mais a qualidade musical de Simon & Garfunkel (“Mrs.Robinson”) e proporcionou a todos a possibilidade de assistir a um portentoso desempenho dessa fantástica actriz que se chamava Anne Bancroft.
Se há cena que ficou gravada na memória colectiva, foi sem dúvida a perna que o quase imberbe Dustin Hoffman observa da porta do quarto, fechada a porta, num misto de espanto e desejo.
Pensou-se, à época, que Anne Bancroft , com 36 anos, ousara rodar aquele instante, bastante ousado para os anos 60, nomeadamente em Portugal, onde os filmes eram censurados e cortados. Mas pouco depois soube-se que afinal, a actriz fora dobrada na cena por uma então desconhecida Linda Gray (27 anos), mais tarde celebrizada pela série de televisão “Dallas”.
Mas olhando para a fotografia que anexo de Anne Bancroft, facilmente se conclui que não teria sido necessário….




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sabia ? (2)


"O primeiro filme sonoro português nada tem que ver, porém, com a Tobis.
Foi mais uma iniciativa de Leitão de Barros e da sociedade a que se achava ligado (a SUS – Sociedade Universal de Superfilmes).
Para tanto, voltou Barros ao seu velho projecto de adaptar A Severa do mui académico Dantas. Já em 1918 tinha pensado nele e tinha mesmo sondado a grande Ângela Pinto para o papel da protagonista. Agora, não se tratava mais de ir repescar velhas glórias do palco. Para novos tempos e novo cinema, caras novas. A protagonista foi escolhida por concurso, largamente publicitado. A escolha recaiu numa corista de “tipo português” (como o anúncio pedia) que andava pelos palcos desde 1919 mas nunca se fizera notar muito. Era Dina Teresa (1902 – 1985) que esse papel puxaria para uma glória tão intensa quanto efémera. Do teatro só Maria Sampaio (1904 -1988).
Na noite de estreia, 17 de Julho de 1931 no S.Luiz, a multidão encheu a Baixa lisboeta, iluminada por grandes projectores ao longo de todo o percurso.
E o filme – delirantemente aclamado pelo público e pela crítica – esteve em cartaz mais de seis meses, visto só nesse ano por 200 mil espectadores, cifra só batida por um filme português cinquenta anos mais tarde."


João Bénard da Costa in "Histórias do Cinema"

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sabia? (1)


Este filme, “Sombras Brancas nos Mares do Sul”, realizado em 1928 por W.S.Van Dyke (1889 – 1943), é um marco histórico para o Cinema em Portugal.
Porquê?
Foi o primeiro filme sonoro que tivemos oportunidade de ver.
Como descreve M.Felix Ribeiro*:

“A 5 de Abril de 1930 – e através de uma aparelhagem “Western Electric”, considerada, então, uma das marcas mais reputadas – a tela do Royal Cine reproduziu as imagens, em matemático sincronismo com os sons, do filme “Sombras Brancas nos Mares do Sul”. Assistiu o Presidente da República e demais entidades oficiais”.

Nos papéis principais estavam Raquel Torres (1908 – 1987), uma actriz mexicana de carreira efémera, que fazia da sensualidade a sua principal característica, e Monte Blue (1887 – 1963), um americano de longa trajecto e sucesso no cinema mudo e que continuaria a filmar até finais dos anos 50.

* In “Os Mais Antigos Cinemas de Lisboa”.






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