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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vergonha


Nem a decência...nem tantas outras coisas, e enquanto o triste espectáculo continua, o velho "Paris" apodrece aos olhos de todos os que o estimaram.
Até a degradação tem limites.
A nossa paciência também.

segunda-feira, 29 de março de 2010

"Royal Cine"


Durante décadas, o “Royal Cine” foi o cinema do bairro da Graça, no tempo em que havia “cinemas de bairro”.
Depois deu lugar a um supermercado.
Do velho cinema restou o relógio de fachada, único sobrevivente de uma sala com História e histórias.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vergonha


Não sei quem são os culpados, se privados ou públicos.
Mas é uma vergonha a degradação a que deixaram chegar o velho “Odeon”, à semelhança do que acontece com o “Paris”, por exemplo.
Para os cinéfilos, seria preferível ver baldios naqueles espaços, em vez deste “espectáculo” aberrante e triste.
Não eram salas de luxo, mas eram Cinemas.
E não mereciam este fim.

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Chiado Terrasse"


“Chiado Terrasse”.
Rua António Maria Cardoso.
“Matinées Infantis” aos domingos.

A quantas assisti?
Muitas.

“Mr.Magoo”…”Bugs Bunny”…”Tom e Jerry”….”Os Três Estarolas”…Joselito…Marisol….Cantinflas….Charlot….

1959.
1960.
1961.

A televisão ainda era novidade.


(Foto da Revista “ABC” de 1930)

domingo, 24 de maio de 2009

Glória...


O elevador é, e sempre será, o da Glória.
Mesmo em frente, o “Condes” parece recordar, nostálgico, outros tempos em que também servia de residência à mesma “Glória”.
Perdeu a plateia, os balcões, a tela, as máquinas projectoras, e o público, este substituído por outro, diferente e pouco ou nada conhecedor daquele espaço.
“Rock Shop”… lê-se à entrada.
E a Rua dos Condes, onde também existe um apodrecido “Odeon” (que pena aquelas janelas!), para não falar já de um recuperado mas não utilizado “Olímpia”, corre o risco de se transformar na rua dos “Berros”.

De facto, a nobreza já não é o que era….

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cinemas que Lisboa teve... (7)


Éden.
Mais do que a programação, que foi decaindo de qualidade ao longo dos anos, este cinema valia sobretudo pelo seu valor arquitectónico, completamente diferente de qualquer outro.
Aquelas escadarias interiores...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cinemas que Lisboa teve... (6)


O "Castil".
Era um cinema muito confortável, com uma programação de bom nível ( a do cartaz já é da última fase...), e era muito agradável sair e ir pestiscar qualquer coisa às "Galerias Ritz", outro espaço que já faz parte das memórias de muitos..

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Cinemas que Lisboa teve... (5)


Foi o primeiro cinema a funcionar num Centro Comercial.
O "Apolo 70" foi a primeira "grande superfície" de Lisboa, e recordo o entusiasmo que suscitou o conceito de se poder fazer compras, jantar e ir ao cinema, num só espaço.
Princípio dos anos 70.
O tempo passa, de facto, muito depressa.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Cinemas que Lisboa teve... (4)


Cinema típico de "bairro", o "Alvalade" era a sala preferida de toda aquela zona.
Dividia com o "Roma" as preferências do Areeiro, e deixou saudades a todos aqueles que o frequentaram.
Mais um.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cinemas que Lisboa teve... (3)


Muito antes de existir o "Londres", o "Roma" era o Cinema daquela zona da cidade.
Não sendo propriamente um "cinema de bairro", estava longe das tradicionais salas da Baixa, e tinha o seu público fiel.
E como se pode ver pelos cartazes, a programação não era má de todo...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cinemas que Lisboa teve... (2)



Sala de enormes tradições, o “Império” era um dos grandes cinemas fora da “Baixa”, com uma programação criteriosa.
Nos anos 60, à sala principal veio juntar-se o “Estúdio”, bem lá em cima, sala pequena mas onde se projectaram Ciclos importantíssimos, e que ainda hoje são recordados pelos que tiveram o privilégio de lá estar.
E acrescente-se, porque há muitos que se fazem esquecidos e outros que não sabem porque ninguém lhes explicou, que os filmes iam previamente à Censura, que os mutilava, completamente ou não, ou simplesmente os proibia.
Sei, concretamente, de muitos filmes que nem chegaram ao “Estúdio”, e que apenas puderam ser vistos depois do 25 de Abril.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Cinemas que Lisboa teve... (1)


Começo pelo “Monumental”.
Os que se recordam deste Cinema, que também tinha um Teatro, não precisarão de grandes explicações sobre o vazio que o desaparecimento desta inolvidável sala de espectáculos, veio criar.
Os mais novos, aqueles que se habituaram a ver no mesmo local um Centro Comercial igual a tantos outros, certamente não dão conta desta falta.
Lembro bem duas ou três curiosidades no “Monumental”.
A estreia de “Zorba”, filme que esteve mais de 1 ano em cartaz (sim, um ano….), a transmissão em directo dos jogos do Mundial de 1966, a preto e branco, com multidões à porta por já não haver lugares, até aos Bailes de Carnaval que atraíam ao “foyer” a juventude engravatada.
E é bom que se recorde igualmente o responsável por este “crime” da demolição do cinema : Engº Krus Abecassis, ao tempo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Nem me importam os motivos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sem vergonha


Parei.
Olhei e senti uma revolta tremenda.
É este o estado a que deixaram chegar o velho “Paris”, há anos abandonado e entregue a si próprio, numa agonia sem fim. E sem vergonha.
Não interessa saber de quem é a responsabilidade.
Para quê?

Quem não preserva a sua memória, seguramente nem pensa.
Que triste espectáculo!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

"Quarteto"



Na pacatez quase provinciana da Lisboa de finais dos anos 60, o aparecimento destas quatro salas de cinema foi um acontecimento.
Não apenas por serem 4 salas juntas, caso até então inédito na cidade.
Foi o “Quarteto” que deu início às chamadas sessões da “meia-noite”.

É bom recordar que a essa hora, para além dos cabarets, não havia quase nenhum local aberto ao público, à excepção do velho “Alfredo”, bem perto da Av. De Roma, palco de muitas ceias após o cinema. E poucos mais. Mas...bons tempos!

Ir ao cinema à meia-noite, e para mais com uma programação diferente da habitual, foi “aventura” que bem poucos quiseram perder.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Cinemas de "reprise"



Lembram-se dos cinemas de “reprise”?
Havia muitos em Lisboa, entre os quais o “Paris”, o “Jardim Cinema”, o “Chiado Terrasse”. Dois filmes por sessão, com intervalo no final do primeiro. Nesse intervalo, um rapazinho novo passeava pela sala com um tabuleiro pendurado ao pescoço, cheio de rebuçados e chocolates. Havia arrumadores, que nos conduziam ao lugar, a troco de uma gorjeta de dez tostões. O bilhete custava cinco escudos.
Lisboa era então dominada pelas grandes salas de cinema, o Monumental, o São Jorge, o Tivoli, o Éden, o Império, o Condes, o São Luiz, salas ditas de “estreia”, onde o bilhete custava doze escudos e cinquenta centavos, só com um filme.
Era assim quando eu era pequeno.
Na Passagem do Ano e no Carnaval, as principais salas organizavam bailes com um conjunto, e enchiam. E aos sábados, a “matinée” infantil, onde reinava o Bugs Bunny, era êxito, pela certa.
Tudo passou.
Vejam na fotografia como o “Paris”, ali na Domingos Sequeira, se encontra, há anos.
Agora temos pequenos estúdios…pipocas, Coca-Cola e…saudades.

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