segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Louise Fletcher


Bastou um filme.
“Voando sobre um Ninho de Cucos”.
O papel que Louise Fletcher nele desempenha, é monumental. A Enfermeira Ratched, é fria, dura, implacável. O espectador odeia-a desde o primeiro minuto. Até ao último. Valeu-lhe, justamente, o Oscar para Melhor Actriz.
Norte-americana, nascida em 1934, Louise era filha de pais surdos-mudos, mas ela e os irmãos não tinham a deficiência, e foi uma tia que a ensinou a falar.
Começou pela televisão, mas quando Milos Forman a viu no filme “Thieves Like Us”, convidou-a de imediato para o seu maior sucesso.
Participou em dezenas de filmes, mas bem longe do sucesso da enfermeira Ratched.
Simplesmente brilhante.
Resta acrescentar que este é, para mim, o melhor filme de sempre.

5 comentários:

Rui Luís Lima disse...

olá josé quintela soares!
Louise Fletcher é a actriz de um filme, na época vimos o "Voando Sobre um Ninho de Cucos" três vezes no quarteto e a sua interpretação era simplesmente extraordinária... depois continuou a sua carreira, mas para todos nós ela fica na nossa memória por essa interpretação.
abraço cinéfilo

teresamaremar disse...

Embora o argumento seja simples, Voando sobre um Ninho de Cucos é um filme brilhante pela incursão num mundo que se pretende ignorar, fingir que não existe, porque incómodo. Um filme onde se fala de rotina e se aspira à liberdade.
Excelente nas interpretações de Jack Nicholson, fantástico anti-herói possuído pela sua personagem, e da enfermeira/actriz citada, bem como nos atritos entre ambos.
Há quem a considere a vilã mais perversa do cinema, não sei, embora fria e implacável, ditadora até, criando situações de aparente dureza, ela luta com McMurphy pelo poder sobre o grupo e acaba fazendo a sua justiça torneando a sagacidade deste. E que brilhante ela é na ausência de emoções.
Milos Forman gosta do inconformismo, personagens visionárias que vivem no fio da navalha seduzidos pelo limite.

Knoxville disse...

Abismal, tal como Nicholson e o filme.

carla disse...

Um filme que vi depois do "Vida Interrompida" que considero uma versão actual daquele.
Mais um daqueles filmes que ensaia o comportamento humano no particular ambiente de um manicómio.
Gosto sempre das obras de arte que falam das relações de poder num cenário onde (quase tudo é permitido) por, aparentemente, manter a distância do mundo real.

Carlos Pereira disse...

Também é um dos "meus filmes", sem dúvida. É uma obra absolutamente magistral. Nicholson e Fletcher são irrepreensíveis.

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