sábado, 12 de maio de 2007

"Hong Kong"


Talvez ainda muitos recordem uma série de televisão dos primeiros anos da década de 60, chamada “Hong Kong”. Era das minhas preferidas, razão pela qual nunca mais esqueci, e tenho pena, que neste revivalismo a que assistimos de edição em dvd de tudo o que foi série televisiva, ninguém se tenha ainda lembrado dela.
Rod Taylor era o protagonista, um agente americano que resolvia os casos mais complicados de espionagem e não só, em Hong Kong.
Fazia-se transportar num descapotável, sempre rodeado de “belezas” orientais, sendo uma espécie de precursor de “O Santo” que, anos mais tarde, Roger Moore elevaria ao estrelato.
Eu tinha 7 ou 8 anos, e lembro-me de discutir com os meus amigos do colégio (que saudades, Externato Nossa Senhora da Estrela!) as peripécias vistas no episódio da véspera.
Rod Taylor ainda não tinha sido escolhido por Hitchcock para fazer companhia a Tippi Hedren no celebérrimo “Os Pássaros” (1963), e foi seguramente o êxito desta série que catapultou o actor para este filme, definitivamente o melhor que protagonizou. Toda a sua carreira posterior não esteve ao nível do trabalho que fez com o grande Mestre do policial.
“Hong Kong”.
Alguém se lembra?

15 comentários:

Me! disse...

"O Santo" sim, era bom :)

pedrita disse...

realmente não lembro. beijos, pedrita

Anónimo disse...

não lembro de ter passado aqui no Brasil....
bela semana!
elisabete cunha

Rui Luís Lima disse...

Aqui está uma série da qual nunca ouvi falar, apesar de nos meus tempos de criança, passar o tempo junto da televisão a ver filmes e séries, lá em casa deixavam... ainda hoje procuro um western que vi em criança, que me levou no dia seguinte a adormecer na aula (primária) durante o ditado, o resultado foram muitas réguadas... talvez um dia o encontre.
um abraço cinéfilo
rui luís lima

Teresa disse...

Desta não só não me lembro como, tal como o Rui, nunca dela ouvi falar. às vezes uns poucos anos fazem toda a diferença. Amigos meus ligeiramente mais velhos falam-me de séries que nunca vi como "Ironside" ou "Mister Solo".

"O Santo" e "O Homem "Invisível" são as primeiras de que me lembro, apesar de não me deixarem ver. Lembro-me de uma vez ter aparecido na sala quando estava a dar esta última e ter ficado cheia de medo com a imagem na televisão, um homem com a cara toda entrapda.

A prmeira série d noite que me eixaram ver na íntegra (e não era mesmo nada apropriada para os meus dez nos) foi "A Família Forsyte".

O western de que o Rui fala poderia ser uma coisa chamada "High Chaparral"? Ou "O Grande Vale"? Tenho uma vaga lembrança dessas duas, de que só vi raros episódios.

José Quintela Soares disse...

Não Teresa, as séries de que fala são posteriores a "Hong Kong". Passou no início da década de 60.

O western do Rui poderia ter sido o "Shane" com o Alan Ladd, ou "O Comboio Apitou Três Vezes" com o Gary Cooper, que naquela altura eram a "referência".

Teresa disse...

Fiz confusão, José. Depois de reler o comentário do Rui percebi que se referia a um filme e não a uma série passada no Oeste. Os seus palpites são muito bons, mas depende de que ano estivermos a falar. Não se esqueça de que na ápoca os filmes só apareciam na televisão quando já tinham pelo menos uns dez anos... O "E Tudo o Vento Levou", por exemplo, só já nos anos 80 passou pela primeira vez na televisão!

José Quintela Soares disse...

Olá Teresa

Lembrei-me do "Shane" (1953) e do "Comboio Apitou Tr~es Vezes" (1952) porque recordo que os vi na tv por essa altura (62? 63?).
Mas evidentemente que é quase descobrir agulha em palheiro, com tantos e tantos westerns na televisão.
Talvez o Rui possa ajudar, com algum intérprete.

Rui Luís Lima disse...

olá José Quintela Soares!
o "western" não é o "Shane". Na época tinha sete anos, (finais de sessenta) a televisão era a preto e branco e portanto não sei se o filme seria a cores. Por outro lado ainda não conhecia os nomes dos actores só os rostos e não me recordo de nenhum deles. Era a cavalaria que ficou cercada pelos invisiveis peles vermelhas que metódicamente iam matando os soldados um a um, até que no final, um novo esquadrão azul irá surgir para os libertar do cerco. A tensão ao longo do filme é permanente.
um abraço cinéfilo
rui luís lima

teresamaremar disse...

Curioso que eu lembro o nomee uns laivos de algo mas, dado ser o inicio da decada, nao poderei ter memoria dos episodios... quem sabe alguma reposicao...

(os acentos, cedilhas e afins... sorry)

drvaldirdolittle disse...

O ator Rod Taylor fez um filme que
gosto muito: "A Máquina do Tempo" (lembram deste clássico?)
Vitor Pinheiro
seriesedesenhos.com

Sêlo Jobimaníacos disse...

Adorava esta série e não perdia um capítulo, alquem tem a trilha sonora desta série a musica tema era sensasional , alguem saberi dizer qua o compositor, tenho um pacote de trilhas de desenhos e series quem quiser eu posso enviar por email ou pelo msn
carloslborio@gmail.com

vilmahongkong disse...

Eu também adorava essa série. Já procurei várias vezes pela internet para ver se alguém já tinha, mas não encontrei. Mas um dia assistindo ao programa do Jo Soares, vi um Sr. que também gostava muito dessa série, que disse ter adquirido todos os filmes para si, mas infelizmente não me lembro o nome. Quem sabe um dia ele as colocará para os admiradores como nós.

rovato disse...

Se me lembro e que saudades. Tratava-se de uma série de sucesso, que passava na RTP1, assim como BONANZA, e tantas outras, que não vou agora enumerar. E quem não se lembra do PERRY MASON e da Selecção Policial, apresentada pelo saudoso Dr. Artur Varatojo, todas séries da minha infancia, tenho 63

Parabéns belo blog

O Raio disse...

Esta série, Hong Kong, era uma das minhas favoritas. Nunca mais a esqueci, nem a ela nem ao actor (Rod Taylor).

Quando por fim consegui ir a Hong Kong a primeira coisa de que me lembrei foi dessa série, dessa e de outra, Hiram Holyday (creio que era assim que se escrevia) que também tinha um episódio em Hong Kong que começava com uma ateragem no antigo aeroporto de Kai Tak.

Estou farto de procurar a série na Internet mas não a encontro, nunca deve ter sido reeditada.

Já agora, Rod Taylor não era agente secreto, era jornalista.

Locations of visitors to this page