segunda-feira, 28 de maio de 2007

Anna Magnani



Considero-a no topo das actrizes italianas.
Personalidade forte, impôs o seu talento, a sua “marca”, em cada um dos seus filmes, e muitos foram. Era uma estrela, sem os atributos físicos e a beleza de muitas das suas compatriotas. Só que Anna Magnani (1908-1973) não precisou disso. O seu olhar, a sua expressão facial, "diziam" tudo.
Foi Rossellini quem a trouxe à fama com “Roma, Cidade Aberta”, em 1945.
Mas foi dirigida por muitos dos maiores realizadores do seu tempo. Jean Renoir afirmou simplesmente que “foi a maior actriz com quem alguma vez trabalhei”.
E quem a esquece em “Mamma Roma”, de Pasolini em 1962? O filme provocou tal impacto na época (Magnani desempenha o papel de uma prostituta) que só foi estreado nos Estados Unidos 33 anos depois….
O seu funeral teve uma moldura humana impressionante, e segundo a imprensa da época, só comparável ao de um Papa.
Roma, a sua Roma, quis assim homenagear esta mulher do povo, simples mas excepcionalmente talentosa.
Quando se divorciou do seu único marido, afirmou aos jornalistas: “ As mulheres como eu apenas se submetem a homens capazes de as dominar., e eu não encontrei ninguém capaz de me dominar”.
Anna Magnani.
Uma estrela.

2 comentários:

Rui Luís Lima disse...

Ela foi uma das grandes estrelas do cinema, mas ao contrário de muitas outras era feita de carne e ossos, no seu interior vivia uma mulher inesquecível.
um abraço cinéfilo

Neves de ontem disse...

Obrigada pela visita. Eu faço ligações para os blogues que acho interessantes, embora não lhes diga nada aos blogueiros. Agora estou a rever o cinema italiano. Descobri este pelo blogue do Rui Luís Lima. Cumprimentos.

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