sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Mickey Rooney


É hoje um respeitável ancião de 86 anos.
Nos anos 30 e 40 foi um dos actores mais populares em todo o mundo.
Mas… qual a razão de nos lembrarmos tanto dele, se na verdade nenhum dos seus trabalhos ficou especialmente memorável?
Porque é que um individuo feio e baixo, longe do galã clássico, casou oito vezes, a primeira das quais, nada mais, nada menos do que com Ava Gardner, uma das “deusas” de Hollywood?
Está muito na nossa memória porque invariavelmente apareceu, durante décadas, num número interminável de séries televisivas, entre as quais algumas de enorme sucesso, como “O Fugitivo”, “Twilight Zone” e “Kung Fu”, para além dos canais de cinema que vão repetindo a exibição dos seus filmes, cujo êxito começou com a personagem Andy Hardy, que interpretou em “apenas” 16 filmes.
E a verdade é que, devido ao sucesso destas películas iniciais, Mickey Rooney ganhou uma fortuna, e também uma posição invejável nos bastidores da indústria, o que seria um atractivo chamariz para jovens estrelas em ascensão, como a bela Ava.
No entanto, poucos saberão que o grande arranque para a carreira deste actor, surgiu das mãos de Walt Disney, que baptizou o seu famoso rato de “Mickey”, numa clara colagem ao sucesso do actor.
Mickey Rooney e Mickey Mouse.
Os dois ocupavam sempre as duas primeiras posições em popularidade, nos anos 30.
Rooney recebeu apenas uma nomeação para o Óscar em 1939, pelo seu trabalho em “Babes in Arms”, mas a Academia de Artes e Ciências de Hollywood concedeu-lhe em 1983 um prémio de homenagem a toda a sua longa carreira, que nesse ano se traduzia em 60 anos de actividade profissional.

2 comentários:

pedrita disse...

eu na verdade nunca fui muito fã dele. que bom que realizou o seu desejo de fazer um blog sobre cinema. beijos, pedrita

marco orladi disse...

aprecio muito a filmografia de m. rooney que estreiou em palco com menos de um ano de idade e também atuou no cinema mudo na série os batutinhas. Sua carreira envolveu papéis importantes ou secundários em incopntáveis filmes de primeira classe e sempre com admirável competência como o imigrante japonês em Bonequinhade Luxo, o namorado de Sophia em As Supergatas e o matador em O COrredor da Morte, versão do final dos anos 1 940.

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