sábado, 30 de janeiro de 2010

Os Grandes Clássicos (2)


1945.
A guerra termina, Mussolini é fuzilado, Hitler suicida-se, a Alemanha rende-se sem condições. As bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki obrigam o Japão a capitular.
E enquanto Hollywood premiava”The Lost Weekend”, de Billy Wilder, eu destacaria outro filme, e europeu.
Nesta época, aparece em Itália um movimento que marcaria todo o cinema, o neo-realismo. Itália que iria terminar a guerra ao lado dos vencedores, quando a tinha iniciado do outro lado das barreiras. Uma vez mais…
E nele, surge “Roma, Cidade Aberta”, de Rosselini.
O enredo do filme é clássico: luta contra os alemães, repressão, mortes injustas, torturas. Tudo isto com um ar de autenticidade impressionante, suscitando um reconhecimento indiscutível. O dinheiro não abundava, e o realizador teve de se desfazer de algum do seu património para poder terminar a rodagem. E é neste filme que começa a fulgurante carreira de Anna Magnani, que não precisou de evidenciar quaisquer dotes físicos especiais, bastando-lhe o simples olhar para cativar, aliado a um talento enorme.
Sempre que revejo este filme, fascino-me com esta actriz.

2 comentários:

Hugo Santos disse...

Anna Magnani era um "furacão dramático". Enquanto escrevo estas linhas, recordo a sua actuação em "Mamma Roma" de Pasolini.

Rui Luís Lima disse...

Caro José Quintela Soares
"Roma Cidade Aberta" é uma película de uma grandeza enorme e tanto a morte de Magnani, como o fuzilamento de Fabrizi, perante o olhar das crianças revelam-se como dos momentos mais fortes desta obra, embora toda ela seja profundamente fascinante, sendo impossível deixar indiferente quem a vê.
Abraço cinéfilo
Paula e Rui Lima

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