quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Simone Signoret



A propósito da recente atribuição dos prémios da Academia, falou-se dela, o que é raro acontecer, infelizmente. E no entanto, Simone Signoret (1921-1985) era até agora, a única actriz francesa (apesar de ter nascido na Alemanha) a atingir tal distinção, em 1964.
O “Café de Flores” era o seu local preferido durante a ocupação nazi, aí se encontrando com a intelectualidade “resistente”, que a motiva a iniciar a carreira artística que tanto ambicionava. A tal ponto que é ela que passa a sustentar a família, dado que o pai havia saído do país para se juntar a De Gaulle em Inglaterra.
Nos seus primeiros filmes interpreta muitas vezes o papel de prostituta, o que lhe valeu alguma perseguição por parte da imprensa e de sectores mais conservadores.
Mas Simone Signoret estava muito por cima de tudo isso.
Ganhou todos os prémios que uma actriz pode alcançar, a sua fama estendeu-se por todo o mundo, o seu talento reconhecido.
Quem não recorda “La Ronde”, “Les Diaboliques”, “Casque d’Or”, “Ship of Fools”, “Room at the Top” ou “La Veuve Couderc”?



3 comentários:

teresamaremar disse...

Signoret é... Signoret. Rosto de um tempo e saber que não existem mais.
Desconfio dos mitos, nunca cultivei ídolos, não me regem gurus. Mas Signoret, junto com uma meia dúzia de outros nomes, faz parte das minhas referências, não apenas como actriz, por todo um estar. Que admiro profundamente.

elisabetecunha disse...

Que linda!!

Que atriz......!!!


Jose me informe qual e a diferenca do fuso horario entre brasil e portugal.
obrigada querido!

Rui Luís Lima disse...

Olá José Quintela Soares!
Todos temos as nossas memórias e o nome desta extraordinária actriz ficou para sempre na minha memória quando a vi pela primeira vez num filme intitulado "A Confissão", tinha apenas 10 anos e vi este filme no Eden, numa época em que os filmes ainda tinham o visto da censura. Ao seu lado ela tinha o seu companheiro de sempre Yves Montand e o filme abordava os processos de Moscovo. Apesar de nunca mais o ter encontrado em exibição a sua interpretação ficou para sempre na minha memória.
Um abraço cinéfilo
Rui Luís Lima

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