quarta-feira, 14 de março de 2007

Elizabeth Taylor


Muitos:

- Filmes
- Prémios
- Fans
- Escândalos
- Maridos

Muitas:

- Peripécias
- Relações amorosas


Muito:

- Talento
- Dinheiro
- Álcool

Muita:

- Beleza
- Generosidade


Elizabeth Taylor.
Gata
em Telhado de Zinco.

Quente.

segunda-feira, 12 de março de 2007

John Barry


O pai era o dono dos cinemas da cidade onde nasceu em Inglaterra, e desde muito novo John Barry passou a ser o projeccionista, iniciando-se assim o seu contacto com o apaixonante mundo da Sétima Arte. Em paralelo, e sozinho, aprendera a tocar trompete e piano, o que lhe permitiu começar a tocar num conjunto de jazz. Estávamos nos anos 50.
Em 55 criou o seu próprio grupo, o “John Barry Seven”, grupo que seria convidado para um programa da BBC. Sucesso estrondoso, que o catapulta para a sua primeira experiência como autor da música de um filme, em 1960. Chamava-se “Beat Girl”.
E a consagração chega quando compõe as bandas sonoras de vários “007”, com Sean Connery e Roger Moore como protagonistas. Shirley Bassey, então no auge da sua carreira, dá-lhe ainda mais popularidade na celebra canção “Goldfinger”.
Seria fastidioso e difícil enumerar tantos e tantos êxitos.
Lembram-se de “África Minha”? “Danças com Lobos”? Apenas dois.
Quatro Oscares ganhos: “Uma Leoa chamada Elsa” (1966), “O Leão no Inverno” (1969), “África Minha” (1985) e “Danças com Lobos” (1990).
Está praticamente retirado do cinema, ouve música clássica (Mahler é o favorito) e música celta.
John Barry.
De antologia!

sábado, 10 de março de 2007

"84 Charing Cross Road"


Uma escritora norte-americana (Anne Bancroft) escreve para uma pequena livraria de Londres, encomendando uns livros.
O dono da livraria (Anthony Hopkins) junta à encomenda uma carta.
E assim começa uma troca de correspondência, de cumplicidade, de segredos, de gostos comuns, que durará décadas.
O ambiente da livraria, pequena, antiga, repleta de preciosidades, as confidências trocadas, a alegria de ambos quando recebem notícias do outro lado do Atlântico, as interpretações fabulosas, as citações de obras importantes.
Filme que passou despercebido nos anos 80, mas que considero magistral.
Diz-me muito.
Revejo-o sempre que posso. Nunca me cansei.
“84 Charing Cross Road”, “A Rua do Adeus” na tradução portuguesa.
Eterno!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Jeremy Irons


Há nele algo de diferente, misterioso.
A voz grave por muitos anos de tabaco consumido em frenesim, a postura, os personagens que escolhe, a dicção, a arte.
“Conheci-o” no “A Amante do Tenente Francês” (1981), filme que eu julgava ser totalmente ocupado pela grande Meryl Streep. Engano. Jeremy Irons consegue brilhar mesmo ao lado de uma estrela de tamanha grandeza. Depois “A Missão”, a par de De Niro. E nunca mais parou. Cada filme, um marco.
Em 1992 rodou em Portugal “A Casa dos Espíritos”, uma vez mais com Meryl e Glenn Close, outra fantástica actriz.
E Jeremy Irons nunca deixou o teatro que o viu nascer para a fama.
Londres tem a sorte de o poder ver frequentemente.
Há poucos meses, inesperadamente, cruzei-me com ele à saída de um dos teatros londrinos. Cigarro na boca, barba por fazer, Irons distribuía autógrafos, já passava da meia-noite, e depois de um espectáculo. Com simpatia.
A modéstia própria dos “grandes”.
Jeremy Irons tem 58 anos.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Paul Newman


Falar de Paul Newman é tarefa difícil, tão extensa é a lista das películas que protagonizou, os seus sucessos, os prémios, as paixões.
Lembram-se de “Gata em Telhado de Zinco Quente”, “A Golpada”, “Dois Homens e um Destino”, “O Veredicto”, “Grande Prémio”?
E de “Exodus”, “O Prémio”, “O Juiz Roy Bean”, “A Torre do Inferno”?
Pois é, todos eles têm a sua marca de grande actor.
Um apaixonado por automóveis, chegando mesmo a corredor de bólides de alta velocidade.
Os seus olhos azuis deslumbraram várias gerações de donzelas, o seu talento impôs-se naturalmente.
É hoje um ancião de 82 anos, homem de negócios bem sucedido, que vive com a sua mulher de sempre, a também actriz Joanne Woodward.
Um clássico da 7ª Arte.

domingo, 4 de março de 2007

Beatriz Costa



Beatriz Costa foi a grande vedeta feminina do cinema português nos anos 30 e 40 do século passado.
Personificava como ninguém a “saloia” dos arredores de Lisboa, retrato que a “Aldeia da Roupa Branca” demonstra à evidência. Foi esse o seu lançamento para a ribalta, a que se seguiria o celebérrimo “A Canção de Lisboa”, que a imortalizou no papel de costureira filha do patrão, apaixonada pelo estudante “cábula” que o pai afasta, até saber da riqueza das tias da província.
Como quase sempre aconteceu com os grandes actores do cinema nacional daquela época, Beatriz Costa era uma “estrela” do teatro de Revista, género que atraía multidões ao velhinho Parque Mayer. Aí compôs personagens e interpretou marchas e canções que ainda hoje, décadas passadas, são conhecidas de todos. A melhor “Marcha de Benfica” ainda é (e julgo que será sempre) a de 1935, e é dela.
E quem não sabe entoar “O Burrié”?
Tempos que já lá vão.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Liv Ullmann


A musa de Ingmar Bergman.
Bastaria esta frase para classificar esta enorme actriz que a Noruega (e não a Suécia, como muitas vezes se julga) deu a conhecer ao mundo, apesar de ter nascido em Tóquio, onde o pai trabalhava na altura.
É que participar em papéis dominantes em 9 filmes do genial Bergman, é “cartão de visita” que bem poucas podem ostentar.
E esta poliglota actriz, que fala sete línguas, é também escritora reconhecida, embaixadora da UNICEF, e directora honorária da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.
Este símbolo do feminismo na década de 70, lançou-se ainda na realização cinematográfica há poucos anos.
Não esqueço filmes como “Persona”, “O Ovo da Serpente”, “Sonata de Outono”.
Liv Ullmann.
Incontornável.
Locations of visitors to this page