quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nonagenários (11)


Michèle Morgan, de seu nome verdadeiro Simone Renée Roussel, é uma das maiores figuras do cinema francês, justamente idolatrada no seu país, mas pouco conhecida ou lembrada fora dele. E isto apesar de durante a Segunda Guerra Mundial ter trabalhado em Hollywood, e contracenado, entre outros, com Humphrey Bogart.
Começou em 1935 com “Mademoiselle Mozart”e terminou em 1990 com “Stanno Tutti Bene”, ao lado de Marcelo Mastroianni. Isto é, 55 anos de carreira, não contando as participações em séries televisivas nos anos 90.
Nasceu a 29 de Fevereiro de 1920.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Shirley MacLaine


“Hollywood não é sítio para velhos.
Continua a discriminação, por sexo e por idade. Deveriam ter vergonha pelo que lá se passa. Se não fores um “vampiro” adolescente, não tens nada para fazer. Muitos dos meus colegas veteranos estão completamente “invisíveis”.
Hoje em dia, apenas o gosto do público impera em Hollywood, não interessando se é bom ou grotesco”.

Shirley MacLaine.
Aos 75 anos, desassombrada como sempre, diz em poucas palavras, em entrevista a “El País”, que o “rei vai nu”, o que não sendo novidade para quem acompanha as lides cinematográficas, demonstra verticalidade e carácter, que não abundam nos bastidores do espectáculo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Os Grandes Clássicos (3)


Há coisas que são quase impossíveis de realizar em Cinema, como por exemplo, fazer filosofia com a câmara. Mas Ingmar Bergman consegui-o em 1956, com “O Sétimo Selo”.
É, sem dúvida, uma das tentativas mais interessantes para reflectir sobre a introspecção no Cinema.
Passado na Idade Média, com a peste a destruir o norte da Europa, um cavaleiro regressa das Cruzadas à sua Suécia. Espera-o a Morte, como aliás, a todos nós. Mas o cavaleiro procura desesperadamente saber se há uma verdade absoluta, se Deus existe, e se as suas crenças têm justificação. Claro que acaba por morrer sem saber as respostas.
A partida de xadrez é um clássico da Sétima Arte, um daqueles momentos sublimes que se revê como se da primeira vez se tratasse.
A fotografia é de Gunnar Fischer, um preto e branco austero e admirável.
E para espanto de muitos, o Vaticano considerou o filme como de “visionamento obrigatório”, já que era assim que se devia meditar sobre a mensagem divina.
Max Von Sydow tem aqui o seu primeiro grande papel, ele que viria a tornar-se um dos maiores actores suecos, como sabemos.
Nesse já distante ano de 1956, “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, de Michael Anderson, ganharia o Oscar de melhor filme, e Fellini, com o seu “La Strada”, o de melhor filme estangeiro.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quem te viu...(8)


Quem é este senhor?
:)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vergonha


Não sei quem são os culpados, se privados ou públicos.
Mas é uma vergonha a degradação a que deixaram chegar o velho “Odeon”, à semelhança do que acontece com o “Paris”, por exemplo.
Para os cinéfilos, seria preferível ver baldios naqueles espaços, em vez deste “espectáculo” aberrante e triste.
Não eram salas de luxo, mas eram Cinemas.
E não mereciam este fim.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Os Grandes Clássicos (2)


1945.
A guerra termina, Mussolini é fuzilado, Hitler suicida-se, a Alemanha rende-se sem condições. As bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki obrigam o Japão a capitular.
E enquanto Hollywood premiava”The Lost Weekend”, de Billy Wilder, eu destacaria outro filme, e europeu.
Nesta época, aparece em Itália um movimento que marcaria todo o cinema, o neo-realismo. Itália que iria terminar a guerra ao lado dos vencedores, quando a tinha iniciado do outro lado das barreiras. Uma vez mais…
E nele, surge “Roma, Cidade Aberta”, de Rosselini.
O enredo do filme é clássico: luta contra os alemães, repressão, mortes injustas, torturas. Tudo isto com um ar de autenticidade impressionante, suscitando um reconhecimento indiscutível. O dinheiro não abundava, e o realizador teve de se desfazer de algum do seu património para poder terminar a rodagem. E é neste filme que começa a fulgurante carreira de Anna Magnani, que não precisou de evidenciar quaisquer dotes físicos especiais, bastando-lhe o simples olhar para cativar, aliado a um talento enorme.
Sempre que revejo este filme, fascino-me com esta actriz.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Jean Simmons (1929 - 2010)


Nos anos 50, foi considerada por muitos a mais bonita actriz inglesa.
Nestas coisas de beleza é sempre difícil escolher, mas Jean Simmons era, muito para além disso, uma excelente intérprete, revelada na Europa no final dos anos 40, e mais tarde recebida por Hollywood, ainda que não aproveitando totalmente o seu talento. Mas isso já é opinião pessoal.
Entre o primeiro filme, “Give us the Moon” de 1944, e o último, “Shadows in the Sun” de 2008, distam 64 anos, mais de seis décadas repletas de êxitos, que lhe valeram, por duas ocasiões, nomeações para Oscar, primeiro como Secundária em “Hamlet” (1948) e mais tarde para Actriz Principal em “The Happy Ending” (1969).
Contracenando com actores de primeira linha, como Laurence Olivier, Kirk Douglas ou Burt Lancaster, deixou-nos inesquecíveis personagens em “Young Bess”, “The Robe”, “Elmer Gantry” ou “Spartacus”, para falar apenas dos mais conhecidos.
Jean Simmons.
Talento e beleza. Em iguais doses.

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