terça-feira, 13 de novembro de 2007

Natalie Wood

Quando se começa uma carreira aos 4 anos…acaba-se cedo.
Mas há excepções.
Natalie Wood (1938 – 1981).
Com 9 anos já ganhava mil dólares por semana, e estava-se, portanto, em 1947…e com isso era o sustento de toda a família, emigrantes russos que, graças ao prodígio, saiu de uma vida de dificuldades para o desafogo.
Já era uma actriz consagrada antes de completar 20 anos, até porque já contracenara com James Dean no célebre “Fúria de Viver” (Rebel Without a Cause), que lhe valeu a primeira nomeação para Oscar e ainda mais fama. Depois vem “Esplendor na Relva” (Splendor in the Grass) e “West Side Story”. E muitos outros grandes filmes.
Muito haveria a esperar do seu talento, mas a morte prematura, por afogamento, acabou, de facto, cedo com a sua vida.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

"Quarteto"



Na pacatez quase provinciana da Lisboa de finais dos anos 60, o aparecimento destas quatro salas de cinema foi um acontecimento.
Não apenas por serem 4 salas juntas, caso até então inédito na cidade.
Foi o “Quarteto” que deu início às chamadas sessões da “meia-noite”.

É bom recordar que a essa hora, para além dos cabarets, não havia quase nenhum local aberto ao público, à excepção do velho “Alfredo”, bem perto da Av. De Roma, palco de muitas ceias após o cinema. E poucos mais. Mas...bons tempos!

Ir ao cinema à meia-noite, e para mais com uma programação diferente da habitual, foi “aventura” que bem poucos quiseram perder.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Margaret Rutherford

Há personagens que eternizam quem as criou.
Se vos falar de uma detective velhota, inglesa, que parecendo distraída, tudo descobria e resolvia, não será difícil pensarem em “Miss Marple” e de imediato em “Dame” Margaret Rutherford (1892 – 1972).
De tal maneira “protagonizou” a personagem, que a própria Agatha Christie lhe dedicou um dos seus livros, exteriorizando assim a admiração que nutria pela grande actriz.
Era única.
Com laivos de humor, representava os sérios papéis com uma desenvoltura impressionante, só possível em virtude do enorme talento e da “escola” que teve no teatro londrino, desde a juventude.

Os jovens de hoje não a conhecem.
Mas fariam bem se a descobrissem.


sexta-feira, 2 de novembro de 2007

"Papillon"

Quem não leu “Papillon” de Henri Charrière no princípio dos anos 70?
Foi um sucesso à escala mundial, esteve na “moda”, como aconteceu há pouco tempo com o “Código da Vinci”…
Também esse livro deu origem a um filme, em 1973, com o mesmo título, superiormente interpretado por dois “monstros sagrados”, Steve McQueen e Dustin Hoffman.
Personagens opostas mas cúmplices, o forte com ideias, o fraco com dinheiro, e ambos com carácter, é uma delícia ver as “lições” de representação que vão dando ao longo das mil peripécias que lhes sucedem, como prisioneiros na Guiana Francesa.
A fuga, sempre a fuga, é a linha mestra do filme, um arriscar constante, repleto de traições, desenganos e frustração, até à última cena, em que “Papillon” consegue finalmente concretizar a evasão, mas já só ele, dada a evidente debilidade e resignação do amigo.
O abraço trocado no final do filme, cena sem diálogo, é de antologia.
Realizado por Franklin J. Schaffner, que já nos havia presenteado, três anos antes, com “Patton”.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"A Ponte do Rio Kwai"

Tem 50 anos.
“A Ponte do Rio Kwai”, de David Lean.
Revi-o uma destas noites, e mais uma vez dei por bem empregue o tempo.
O argumento é simples, trata-se da destruição, pelos aliados, de uma ponte ferroviária construída pelos prisioneiros britânicos na Birmânia ocupada pelo Japão, na Segunda Guerra Mundial.
Alec Guiness tem uma interpretação fantástica, (ganhou o Oscar de melhor Actor com ela), bem secundado por William Holden, na altura, um dos actores americanos mais populares, e Jack Hawkins, mais um “velho senhor” da geração de ouro.
O filme foi rodado em Ceilão, no meio de várias peripécias, uma das quais foi a produção ter de “tingir” de verde o rio, por este ter aparecido amarelo de um enxurrada durante uma noite, já depois de vários dias de filmagem.
E a música?
Quem não se recorda da marcha assobiada pelos prisioneiros, à chegada ao campo?
Malcolm Arnold foi o compositor, e para além desta banda sonora, que lhe valeu também o Oscar, escreveu “apenas” mais 131 (!).

Um serão bem passado!


sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Cantinflas



Não era um “grande” actor.
Os filmes que protagonizou estão hoje nos baús do esquecimento.
“Datados”, são simples histórias, para crianças hoje adultas, que as viram há muitos anos, nos cinemas deste país.
Cantinflas, de seu nome Mario Moreno (1911 – 1993), é um personagem humilde, pobre, sempre amigo do próximo, bem intencionado e honesto.
No fundo, o México aproveitou-o para também se promover internacionalmente, tendo Charlie Chaplin dado uma boa ajuda quando classificou Cantinflas “o melhor comediante do mundo”, frase que me parece exageradíssima…

Em miúdo, vi muitos dos seus filmes.
E tenho saudades.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

"Lápis Azul"

Há pouco tempo, sentado numa das pequenas salas de um Centro Comercial à espera que o filme começasse, recordei os tempos em que, igualmente sentado no meu lugar, aguardava o início da sessão.

Para aí chegar, havia sido conduzido por um arrumador, que a troco de uma gorjeta me dava o “programa”, em que se podiam ler algumas linhas sobre o filme, intérpretes e realizador.
Quando a luz se apagava, surgia um “documentário”, “O Mundo em Notícias” vindo do Brasil…ou então sobre a visita do “Chefe de Estado” a um qualquer lugar sem importância alguma.
Depois vinha o filme. Que era interrompido a meio para o intervalo.
No “foyer” dos cinemas fumava-se, ia-se ao bar, viam-se as montras/expositores, até soar o “gong”, sinal de que o filme iria recomeçar.
Era assim.

Hoje, é frequente os lugares nem serem marcados, os arrumadores desapareceram, “programas”…. idem, intervalo fugiu.
Em compensação temos cheiro a pipocas, coca-cola, e o barulho da sala ao lado.

Mas não temos os filmes censurados.
Só por isso…vale a pena o "sacrifício".


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