sexta-feira, 12 de outubro de 2007

John Gielgud


Perante a sua figura, a sua arte de representar, o seu porte, a sua distinção, que saltavam para a tela de uma forma absolutamente fantástica, fazia-se um silêncio de admiração, de respeito, de homenagem.
John Gielgud (1904 – 2000) foi um dos grandes actores ingleses, de uma geração de ouro, que saiu dos teatros londrinos para o Cinema, encantando com a sua classe as plateias mundiais.
Desde os anos 30 até à sua morte, o actor nunca parou, com uma importância extraordinária no teatro inglês, ele que é considerado um dos maiores intérpretes de Shakespeare, e deixando papéis inesquecíveis no Cinema. E no entanto, a “pobre” Academia de Hollywood apenas uma vez (!) lhe deu um Oscar, e como actor secundário. Triste “cartão de visita” para uma instituição…

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

"Top 20"

A Elizabete, do blogue “Encanto”, passou-me este desafio, que aceito com prazer.
Trata-se de actualizar esta lista de filmes, que quer traduzir os “20 Melhores” de sempre, tarefa ingrata, porque gostos não se discutem.
Cada um dos que colaboram, retiram três filmes e acrescentam outros três.

Retirei:
“Sunrise – A Song of Two Humans (F.W.Murnau) 1927
“Cyrano de Bergerac” (Michael Curtiz) 1942
“Les Uns et Les Autres” (Claude Lelouch) 1981

Acrescentei:
“One Flew Over the Cuckoo’s Nest” (Milos Forman) 1975
“Ben-Hur” (Willyam Wyler) 1959
“Persona” (Ingmar Bergman ) 1966

A lista ficou assim:

Um Corpo que Cai (Alfred Hitchcock) 1958
A Doce Vida ( Frederico Fellini) 1966
O Encouraçado Potekim ( Sergei Eisenstein) 1925
Apocalypse Now - 1979, Francis Ford Coppola
Citizen Kane - 1941, Orson Welles
East of Eden - 1955, Elia Kazan
La vita è Bella (Life is beautiful) - 1997, Roberto Benigni
Modern Times - 1936, Charles Chaplin
The Name of the Rose - 1986, Jean-Jacques Annaud
O Pianista - 2002, Roman Polanski
The Bridge on The River Kway - 1957, David Lean
The Deer Hunter - 1978, Michael Cimino
The Schindler’s List (A Lista de Schindler) - 1993, Steven Spielberg
Unforgiven - 1992, Clint Eastwood
The Godfather Trilogy (1972, 1974, 1990) - Francis Ford Coppola
Amadeus - 1984, Milos Forman
One Flew Over the Cuckoo’s Nest – 1975 Milos Forman
Casablanca - 1942, Michael Curtiz
Ben-Hur – 1959, William Wyler
Persona – 1966, Ingmar Bergman

Passo agora este desafio a Rui Luís Lima, do blogue “Paixões & Desejos”, a quem solicito que depois de actualizar a lista, a passe a outra pessoa.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

"Cinecittà"

Mussolini não gostava de cinema.
Para ele, havia duas espécies de filmes: “aqueles que o público pergunta como vão acabar e aqueles em que pergunta quando vão acabar”.
Ou seja…ditador e “inteligente”…

Apesar disso, é ele quem coloca a primeira pedra dos futuros estúdios da “Cinecittà”, local mítico de onde sairão autênticas relíquias do Cinema, e será ele a inaugurá-los em 1937.
Quando a guerra acaba, os estúdios assumem a sua importância.
Sabiam, por exemplo, que o célebre “Quo Vadis?” foi lá rodado?
Mas são os grandes realizadores italianos que vão marcar a Cinnecità. De Sica, Rossellini e sobretudo Fellini. Os grandes filmes destes Mestres foram feitos lá, a apenas 9 quilómetros de Roma.
Fellini considerava mesmo que aquela era a sua segunda casa.

Depois, com o desaparecimento destas grandes figuras, a Cinecittà perdeu igualmente muito do seu esplendor.
Há semanas, um fogo transformou em cinzas uma boa parte dos estúdios.

Esperamos que a Itália democrática tenha o bom-senso de imitar, nesse aspecto, o ditador, e reconstrua o “templo”.
Exige-o a memória do Cinema.
E a nossa.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Burt Lancaster


“Tipo ideal para papéis de gangster ou de pirata que não pedissem muitos miolos e ainda menos corações. O segundo balcão do Éden logo lhe aportuguesou o nome: Bruto Lencastre. Bruto era merecido, Lencastre muita ignorância. Bruto Macário ou Bruto Arlindo convinham mais ao homem, não desfazendo.”

Assim se refere João Bénard da Costa a Burt Lancaster (1913 – 1994)
Não resisti a começar assim estas linhas sobre o actor.

Porque na verdade, devido ao seu aspecto físico, e aos papéis com que iniciou a sua carreira no Cinema, ninguém imaginaria que este antigo trapezista, criado nas ruas da Nova York mais miserável, seja hoje consensualmente visto como um dos grandes actores dos Estados Unidos.
Ele é “O Leopardo”, para todos os apaixonados da Sétima Arte.
Mas convém não esquecer, entre muitos outros, “From Here to Eternity”, “The Birdman from Alcatraz”, “Elmer Gantry” ou “Judgment at Nuremberg”.
Quatro vezes nomeado para Melhor Actor, venceu o Oscar em 1961 com “Elmer Gantry”, e contracenou com todas as grandes actrizes do seu tempo, como Jean Simmons, Claudia Cardinale, Gina Lollobrigida, Deborah Kerr e Barbara Stanwick, lembrando apenas algumas.

O “Bruto Lencastre” dos tempos iniciais deu lugar a um excelente actor, que perdurará na memória de todos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"Feios, Porcos e Maus"

Começamos por sorrir, depois rir até quase às lágrimas, voltamos à fase inicial e a certa altura estamos muito sérios a olhar para o écran, cada vez mais sérios até ao fim.
“Feios, Porcos e Maus”, de Ettore Scola.
Tudo se passa numa barraca de um “bairro de lata” perto de Roma, onde Giacinto vive com a mulher, dez filhos, a sogra, primos e primas. Todos numa só barraca, porque o chefe de família tem receio que alguém lhe roube a indemnização que recebeu por um acidente de trabalho. Dorme agarrado a uma espingarda, pronto a disparar sobre quem se aproxime, seja quem for.
Tudo aquilo é nojento, desde as refeições ao aspecto da família, degradante, promíscuo, miserável.
No meio de personagens absolutamente indescritíveis, Nino Manfredi é a “alma” do filme, com uma interpretação inesquecível. Poderia não ter feito mais nenhum filme, porque bastaria este para o colocar na galeria dos grandes actores italianos.

“Feios, Porcos e Maus”.
O título diz tudo, e bem.

sábado, 29 de setembro de 2007

Gary Cooper

Para o público de hoje, o seu nome pouco dirá.
Mas Gary Cooper (1901-1961) foi uma das grandes estrelas de Hollywood, com uma carreira que durou cerca de 40 anos, vencedor por duas vezes do Oscar de melhor actor e cinco nomeações, 100 filmes rodados.
Todos o conheciam por “Coop”, e o seu primeiro grande sucesso é “The Virginian” em 1929. Outros filmes memoráveis são o seu “A Farewell to Arms” em 1932, e “Mr.Deeds Goes to Town” em 36.
Poucos sabem que Gary Cooper foi o actor escolhido para interpretar Rhett Butler em “E Tudo o Vento Levou”. Depois de estudar o guião, Cooper rejeitou o convite, dizendo: “Vai ser o maior desastre comercial a que Hollywood já assistiu”.
Enganou-se.
E esperaria até 1952, ano de “High Noon”, para ver consagrada a sua carreira. Neste filme, incrivelmente traduzido para português como “O Comboio Apitou Três Vezes”, Gary Cooper tem o papel da sua vida.

Um grande actor.


terça-feira, 25 de setembro de 2007

Spielberg

“Jaws”
“Close Encounters of the Third Kind”
“Indiana Jones”
“E.T.”
“The Colour Purple”
“Hook”
“Schindler’s List”
“Jurassic Park”
“A.I. Artificial Intelligence”
“The Terminal”
“Munich”

Simplesmente…Spielberg.

A lista seria bem mais extensa, se necessário fosse.
Os génios são incapazes de fazer algo errado, ou mal. Ou fraco.
E é preferível nem escrever muito sobre eles.
Agradecer-lhes apenas.

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