domingo, 12 de agosto de 2007

Jodie Foster


Não é muito vulgar uma actriz estrear-se, aos 14 anos, no Cinema, e receber logo uma nomeação para os Oscares da Academia, mas foi o que aconteceu a Jodie Foster, em “Taxi Driver”.
Muitas vezes, estas excepcionais interpretações precoces, não têm confirmação posterior, mas também aí a actriz contrariou a tradição e impôs-se claramente.
Os êxitos são inúmeros, bastando recordar “The Accused”, “The Silence of the Lambs”, “Nell”, “Contact” e “Flightplan”.
Uma actriz versátil, com uma vasta experiência e muito talento.
Com um QI bastante acima da média, Jodie Foster é licenciada pela Universidade de Yale, e já ganhou o Oscar para Melhor Actriz com “The Accused” e “The Silence of the Lambs”.
E ninguém acredita que fique por aqui.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Fernando Lopes

“Belarmino”.
1964.
Tempo dos três “F” (Fado, Futebol e Fátima).
Cinzentismo triste.
Analfabetismo reinante.

E este filme, abordando o dia-a-dia de um ídolo do boxe nacional, um campeão que bem poderia ter sido mais do que isso, se não tivesse de lutar diariamente pela sobrevivência.
Fernando Lopes “sacode” o marasmo.
O “Novo” Cinema num país velho.
Filme-documentário duro, realista, a preto e branco.

Depois…alguns anos mais tarde, “Uma Abelha na Chuva”…quase mais uma década e “Crónica dos Bons Malandros”…”O Delfim”….”Lá Fora”…

Fernando Lopes.
Realizador.
Incontornável.

sábado, 4 de agosto de 2007

Jean Seberg


Está muito esquecida, mas a minha geração recordá-la-á sempre.
E bastou um filme, “A Bout de Souffle” de Godard, em que contracenou com Jean-Paul Belmondo.
Esse filme de 1959, absolutamente extraordinário e que marcou uma época do cinema francês, deu ao mundo do cinema uma actriz única, que se tornaria mito também devido à sua turbulenta vida privada e morte precoce.
Participou em outros filmes importantes, como “Bonjour Tristesse”, “The Mouse that Roared”, “Lilith”, e “Paint your Wagon”.
O seu apoio a várias causas criou-lhe problemas sérios com o FBI, e várias depressões que o tempo foi agravando.
Nascida em 1938, Jean Seberg suicidou-se em 1979.
Quem visitar o cemitério de Montparnasse, poderá visitar a sua sepultura.

domingo, 29 de julho de 2007

Lee Marvin


A sua voz grave, e o aspecto duro, proporcionaram-lhe inúmeros papéis de vilão ao longo da sua carreira.
Nascido em 1924, Lee Marvin foi expulso de várias escolas por mau comportamento, saindo da última para a Marinha americana. Ferido na II Guerra Mundial, Marvin foi condecorado pela bravura demonstrada, enquanto muitos dos seus camaradas morreram nessa batalha.
Apesar de herói, conseguiu apenas um emprego como canalizador, e um dia, ao consertar um cano de um teatro, o “manager” que havia falado com ele, ao reparar na sua voz, convidou-o para substituir um actor que fazia um secundaríssimo papel.
E assim começou uma carreira que o levaria a Oscar da Academia.
“Cat Ballou”, “Ship of Fools”, “The Dirty Dozen”, “Paint your Wagon”, “The Klansman” e “Gorky Park” são apenas alguns dos seus grandes êxitos.
Morreu em 1987.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Morgan Freeman


O pai era barbeiro e a mãe empregada de limpeza.
Nascido em 1937, aos 8 anos integra uma peça de teatro na escola, aos 12 ganha um prémio de interpretação. Quando completou 18 anos ganhou uma bolsa de estudo , mas preferiu servir a Força Aérea dos Estados Unidos, como mecânico.
Mas o “bichinho” estava lá…e ei-lo em 1964, em Nova York, como bailarino, e poucos anos depois estreia-se no cinema, já a residir em Los Angeles.
E, como é sabido, nunca mais parou.
Os sucessos são tantos…vou apenas lembrar “Driving Miss Daisy”, “The Shawshank Redemption”, “Glory”, “Seven”, “Robin Hood, Prince of Thieves”, e muitos mais.
Morgan Freeman é um dos mais conceituados actores norte-americanos, e as suas interpretações são e serão inesquecíveis.

domingo, 22 de julho de 2007

Yul Brynner


“O Rei e Eu”.
Bastaria este filme para eternizar este actor.
Mas Yul Brynner interpretou também “Os Sete Magníficos”, “Os Irmãos Karamazov”, “Anastasia”, “Taras Bulba”, “Os Dez Mandamentos” e muitos outros grandes sucessos.
A cabeça rapada era a sua “marca”, hoje banal, mas na época absolutamente inédito.
Yuliy Borisovich Brynner, seu verdadeiro nome, começou por cantar em cabarés de Paris, onde durante a Grande Guerra foi locutor de uma cadeia de rádio americana que fazia a propaganda dos aliados.
Para além de cantor, Brynner era um excelente fotógrafo, e existem dois livros publicados com os seus trabalhos.
Mas “O Rei e Eu”, e o seu Rei de Sião, catapultaram-no para a fama. No teatro, interpretou o papel mais de quatro mil vezes, e ganhou o Oscar de melhor actor com o filme.
Morreu em 1985, no mesmo dia de Orson Welles.
Ou seja, um dia desastroso para a Sétima Arte.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Irene Papas



Juntamente com Melina Mercouri, são as duas grandes figuras do cinema que a Grécia viu nascer.
Descoberta por Elia Kazan, admirada por Fellini, amiga íntima de Katharine Hepburn, Irene Papas participou em mais de 70 filmes numa carreira com mais de 50 anos.
“Zorba”, “Os Canhões de Navarone”, “Z”, “Elektra” são apenas alguns dos mais conhecidos.
Personalidade forte, ficaram célebres algumas das suas frases, tais como:“Nunca ganhei um Oscar…e os Oscares nunca ganharam Irene Papas”, ou “Melina Mercouri era uma estrela, eu sou uma idealista lutadora”.



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