quinta-feira, 12 de julho de 2007

George C. Scott


Como já escrevi a outro propósito, há actores que ficam célebres por este ou aquele papel. Podem depois rodar dezenas de filmes, mas aquele ficará sempre a sua imagem “de marca”.
No caso de George C. Scott (1927-1999), temos “Patton”, com o qual venceu o Oscar de Melhor Actor em 1970.
Quem vê este filme, não mais o olvidará.
E até nos esquecemos das suas magistrais interpretações em “Dr.Strangelove”, “Islands in the Stream”, e “The Formula”, para citar apenas três dos cerca de 40 filmes em que participou.
As personagens que interpretou são fortes, duras e inteligentes. Como ele.
Sabem quem era a sua actriz preferida? Bette Davis.
E o “C” no seu nome é a inicial de “Campbell”.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Derek Jacobi

Que faz um actor de Teatro num blogue de Cinema?
Desculpem, mas não resisti.
Uma série de televisão foi suficiente para eu o considerar excepcional.
“Eu, Cláudio”.
Não perdi um episódio desta fantástica interpretação, que nunca esqueci.
Derek Jacobi nasceu em 1938, nos arredores de Londres, e bem cedo integrou o grupo de Teatro do colégio onde estudou. Depois, em Cambridge, onde se licenciou em História, não deixou de representar, alcançando sucesso imediato em “Hamlet”.
De tal maneira, que foi convidado por Laurence Olivier para, no regresso a Londres, integrar o grupo fundador do novo National Theatre. Durante anos, aí contracenou com grandes figuras como Peter O’Toole, até que em 1976, a convite da BBC, surge “Eu, Cláudio”, que o tornou um actor lendário a nível mundial.
Recomendo, a quem nunca viu, que o faça.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Jeanne Moreau


Começou na Comédie-Française, o que é, desde logo, um bom princípio, mas rapidamente foi chamada para o mundo do cinema, tal o nível das suas representações.
Nascida em 1928, Jeanne Moreau nunca abandonou o teatro, preenchendo assim uma já longa e brilhante carreira.
Trabalhou com Truffaut, Malle, Antonioni, Welles.
Quem não recorda “Jules et Jim”?
Actriz completa, soube adaptar a idade aos inúmeros papéis que foi aceitando, mas sempre sob um critério rígido de qualidade. Não desbaratou o seu talento em produções menores, ou de intuitos meramente comerciais.
“É a melhor actriz do mundo” sentenciou Orson Welles.
Opiniões.
Mas vinda de onde vem…tem peso!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Carmen Maura

Nascida em 1945, em Madrid, o pai era oftalmologista e a mãe directora de uma galeria de arte. Frequentou as Belas Artes em Paris, para além do curso de Filosofia na Universidade da capital espanhola. Foi exactamente no teatro universitário que dá os primeiros passos na representação, e percebeu que o seu destino era ser actriz.
Contrariando os pais, aceita trabalho em cafés, cabarets, teatro amador, e pequenos papéis em filmes secundários.
“Tigres de Papel” é o seu primeiro grande trabalho, em 1977.
E é nessa época que conhece Almodóvar, com quem começa a trabalhar incessantemente. Através dos seus filmes, pudemos conhecer esta enorme actriz, versátil e completa, em comédia ou drama.
São tantos os seus êxitos que seria fastidioso enumerá-los.

Carmen Maura.
A classe.

domingo, 1 de julho de 2007

Vasco Santana

“Ó Evaristo…tens cá disto?”

Esta simples pergunta, rimada, feita no filme “O Pátio das Cantigas” em 1942, eternizou um grande actor.
Vasco Santana (1898-1958) não chegou a ser o arquitecto que sonhara, pois uma representação teatral de amadores em 1917 afastou-o dos projectos iniciais.
O Teatro seria a sua grande paixão, mas foi o Cinema que perpetuou a sua craveira de enorme talento, não se limitando a fazer rir pela sua figura, de homem baixo e gordo, mas impondo-se muito para além disso.
Além do já citado filme, “A Canção de Lisboa” e “O Pai Tirano” constituem a tripla do sucesso.
Foi também um homem da Rádio, numa época em que não havia televisão.
As rábulas do “Zequinha e da Lélé”, de finais dos anos 40, dominavam as atenções do público, e Vasco Santana conheceu mais um ponto alto na sua popularidade, ao lado de uma Irene Velez que aí conheceu o único relevo de uma carreira apagada.

“Chapéus há muitos!...seu palerma!”

“Esternocleidomastoideu”!

Vasco Santana.
Inesquecível!










sexta-feira, 29 de junho de 2007

Top Ten

O Instituto do Cinema Americano acaba de publicar a “sua” lista dos melhores filmes de sempre deste país.
Sabemos que, muitas vezes, a elaboração deste tipo de classificações obedece a critérios que pouco têm a ver com a real qualidade das películas…
Mas que a instituição nos merece alguma credibilidade, isso é inquestionável.
Quem encabeça a lista? Exactamente, “Citizen Kane”, seguindo-se “The Godfather” e “Casablanca” no terceiro lugar.
Digamos que, no pódio, com direito a “medalhas”, nada de extraordinariamente discutível.
Em quarto, “Raging Bull” de Scorsese, “Singing in the Rain” em quinto, em sexto “Gone With the Wind”, em sétimo “Lawrence of Arabia”, “Schindler’s List” em oitavo, “Vertigo” em nono e a lista dos dez primeiros conclui-se com “The Wizard of Oz”.

Eu respeito muito as opiniões dos outros.
Mas onde é que eles puseram “How Green Was My Valley”, por exemplo?
E não vou citar mais alguns para não ser injusto para outros tantos.
É que nisto do Cinema, como em tudo na vida, há gostos para tudo.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

"Bucha & Estica"


“Bucha & Estica”.
“Laurel & Hardy”.
Mais uma “brilhante” tradução para português de um nome original…

Talvez seja a dupla cómica mais importante na história do Cinema.
De 1926 a 1945 fizeram as delícias principalmente dos miúdos, mas não só.
“Hardy” (o Bucha”) é a vítima das asneiras de Laurel, que são consecutivas.
E as expressões, meio ingénuas, meio idiotas, que Laurel faz ao observar os efeitos nefastos das suas acções, são hilariantes e só possíveis para um actor de excepção. Que era o caso.
Na verdade, Stan Laurel (1890-1965) destacava-se claramente na dupla, enquanto Oliver Hardy (1892-1957) tinha o “caminho” facilitado que todos os gordos cómicos possuem para uma gargalhada mais fácil. Laurel nem precisava de falar, bastava o seu semblante, o seu olhar distraído e temeroso das hipotéticas represálias, para provocar a histeria das plateias.
Recordo as “matinées infantis” aos domingos, donde cheguei a sair rouco de tanto rir com as tropelias da dupla.

Laurel & Hardy.
Ainda hoje se vê com agrado.
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