terça-feira, 3 de julho de 2007

Carmen Maura

Nascida em 1945, em Madrid, o pai era oftalmologista e a mãe directora de uma galeria de arte. Frequentou as Belas Artes em Paris, para além do curso de Filosofia na Universidade da capital espanhola. Foi exactamente no teatro universitário que dá os primeiros passos na representação, e percebeu que o seu destino era ser actriz.
Contrariando os pais, aceita trabalho em cafés, cabarets, teatro amador, e pequenos papéis em filmes secundários.
“Tigres de Papel” é o seu primeiro grande trabalho, em 1977.
E é nessa época que conhece Almodóvar, com quem começa a trabalhar incessantemente. Através dos seus filmes, pudemos conhecer esta enorme actriz, versátil e completa, em comédia ou drama.
São tantos os seus êxitos que seria fastidioso enumerá-los.

Carmen Maura.
A classe.

domingo, 1 de julho de 2007

Vasco Santana

“Ó Evaristo…tens cá disto?”

Esta simples pergunta, rimada, feita no filme “O Pátio das Cantigas” em 1942, eternizou um grande actor.
Vasco Santana (1898-1958) não chegou a ser o arquitecto que sonhara, pois uma representação teatral de amadores em 1917 afastou-o dos projectos iniciais.
O Teatro seria a sua grande paixão, mas foi o Cinema que perpetuou a sua craveira de enorme talento, não se limitando a fazer rir pela sua figura, de homem baixo e gordo, mas impondo-se muito para além disso.
Além do já citado filme, “A Canção de Lisboa” e “O Pai Tirano” constituem a tripla do sucesso.
Foi também um homem da Rádio, numa época em que não havia televisão.
As rábulas do “Zequinha e da Lélé”, de finais dos anos 40, dominavam as atenções do público, e Vasco Santana conheceu mais um ponto alto na sua popularidade, ao lado de uma Irene Velez que aí conheceu o único relevo de uma carreira apagada.

“Chapéus há muitos!...seu palerma!”

“Esternocleidomastoideu”!

Vasco Santana.
Inesquecível!










sexta-feira, 29 de junho de 2007

Top Ten

O Instituto do Cinema Americano acaba de publicar a “sua” lista dos melhores filmes de sempre deste país.
Sabemos que, muitas vezes, a elaboração deste tipo de classificações obedece a critérios que pouco têm a ver com a real qualidade das películas…
Mas que a instituição nos merece alguma credibilidade, isso é inquestionável.
Quem encabeça a lista? Exactamente, “Citizen Kane”, seguindo-se “The Godfather” e “Casablanca” no terceiro lugar.
Digamos que, no pódio, com direito a “medalhas”, nada de extraordinariamente discutível.
Em quarto, “Raging Bull” de Scorsese, “Singing in the Rain” em quinto, em sexto “Gone With the Wind”, em sétimo “Lawrence of Arabia”, “Schindler’s List” em oitavo, “Vertigo” em nono e a lista dos dez primeiros conclui-se com “The Wizard of Oz”.

Eu respeito muito as opiniões dos outros.
Mas onde é que eles puseram “How Green Was My Valley”, por exemplo?
E não vou citar mais alguns para não ser injusto para outros tantos.
É que nisto do Cinema, como em tudo na vida, há gostos para tudo.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

"Bucha & Estica"


“Bucha & Estica”.
“Laurel & Hardy”.
Mais uma “brilhante” tradução para português de um nome original…

Talvez seja a dupla cómica mais importante na história do Cinema.
De 1926 a 1945 fizeram as delícias principalmente dos miúdos, mas não só.
“Hardy” (o Bucha”) é a vítima das asneiras de Laurel, que são consecutivas.
E as expressões, meio ingénuas, meio idiotas, que Laurel faz ao observar os efeitos nefastos das suas acções, são hilariantes e só possíveis para um actor de excepção. Que era o caso.
Na verdade, Stan Laurel (1890-1965) destacava-se claramente na dupla, enquanto Oliver Hardy (1892-1957) tinha o “caminho” facilitado que todos os gordos cómicos possuem para uma gargalhada mais fácil. Laurel nem precisava de falar, bastava o seu semblante, o seu olhar distraído e temeroso das hipotéticas represálias, para provocar a histeria das plateias.
Recordo as “matinées infantis” aos domingos, donde cheguei a sair rouco de tanto rir com as tropelias da dupla.

Laurel & Hardy.
Ainda hoje se vê com agrado.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Juliette Binoche



Já a apelidaram “The French Dream”.
Juliette Binoche nasceu em 1964 em Paris, e começou bem cedo a fazer teatro, com o nome artístico de Juliette Adrienne. Em 1984 envereda definitivamente pelo cinema.
E bem.
Bastará dizer que desde então já rodou cerca de 45 filmes. E alguns grandes êxitos, como “Rendez-Vous” de Téchiné, “The Unbearable Lightness of Being” de Philip Kaufman, “The English Patient” de Minghella, com o qual ganhou o Oscar para Melhor Actriz Secundária, e “Chocolat” de Hallstrom, sendo nomeada para Melhor Actriz, para enunciar só alguns.
Na constelação das grandes actrizes do cinema francês, Binoche é a mais recente estrela. E como brilha!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Ingrid Bergman


Ninguém a esquecerá em “Casablanca”.
Ninguém a esquecerá em “For Whom the Bell Tolls”.
Ninguém a esquecerá em “Joan of Arc”.
Ninguém a esquecerá em “Stromboli”.
Ninguém a esquecerá em “Viaggio in Itália”.
Ninguém a esquecerá em “Anastasia”.
Ninguém a esquecerá em “Hostsonaten”.


Porque é impossível.

Ingrid Bergman (1915-1982).

sábado, 16 de junho de 2007

Silvana Mangano


Silvana Mangano.
Este nome, só por si, fazia vibrar de entusiasmo as plateias europeias nos anos 50, tal a beleza desta grande actriz.
Nascida em Roma em 1930, entrou na ribalta com apenas 18 anos, ao interpretar “Arroz Amargo”. Ainda hoje são célebres algumas fotografias desse filme, realizado por Giuseppe de Santis, em que Silvana, de calções nos arrozais, olha para o horizonte com o seu rosto enigmático. Para a época, era de um erotismo arrojado.
O casamento com o produtor Dino de Laurentiis cimentou uma carreira notável, que a levou a trabalhar com os principais realizadores italianos.
São muitos os filmes em que participou. E em todos eles a sua presença é determinante.
Morreu em 1989.
Silvana Mangano.
Ídolo de gerações.
Locations of visitors to this page