quarta-feira, 6 de junho de 2007

David Niven


O “gentleman”.
Com a fleuma britânica, aliada a uma postura militar, David Niven (1910-1983) espalhou o seu charme ao longo de mais de 50 anos pelas telas do cinema.
Fez o seu primeiro filme em 1932.
Nunca foi uma primeira figura, mas as suas interpretações eram únicas, uma mescla de elegância e humor, que Hollywood nem sempre terá sabido aproveitar convenientemente.
É curioso que chegou a ser candidato ao papel de James Bond que Sean Connery imortalizaria.
“A Volta ao Mundo em 80 Dias”, “Os Canhões de Navarone”, “Bonjour Tristesse”, “Lady L” e “Morte no Nilo” são os filmes que melhor recordo, onde a sua presença se fazia notar extraordinariamente.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

"Casei Com Uma Feiticeira"


Agora que as gerações mais novas descobriram “Casei Com Uma Feiticeira” de Nicole Kidman, gostaria de recordar a série dos anos 60 e 70 da televisão.
Era divertidíssimo ver Elizabeth Montgomery a torcer o nariz ( não era o nariz mas o lábio superior) e a espantar, com as suas “feitiçarias” o pobre do marido, perante o olhar cúmplice da mãe, também ela “feiticeira”.
Elizabeth Montgomery (1933-1995) teve, na série, o papel que a tirou do anonimato de Hollywood. Nunca teve grandes interpretações, nem grandes filmes, mas neste papel alcançou a fama.
Mais discreto que ela, Dick York (1928-1992) era a “vítima” dos acontecimentos inexplicáveis que aconteciam naquela casa.
Agnes Moorehead era a mãe. E esta sim, já era uma notável actriz. Lembram-se dela em “Citizen Kane”?

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Isabelle Huppert



Isabelle Huppert (nasceu em 1955), começou como actriz de Teatro, e muito jovem já era reconhecida com o seu talento para papéis dramáticos.
Aparece pela primeira vez no cinema em 1971, num papel secundário em “Les Valseuses”.
Mas é com Claude Chabrol que atinge o estrelato, Em 1978 ganha o prémio de interpretação feminina em Cannes, com “Violette Noziere”.
E há uma característica que poucos conhecem e que a distinguem de muitas: é ela que escolhe os papéis que quer interpretar, e por isso, trabalhou com os realizadores que mais apreciava, como Godard, Pialat, Wajda, entre outros.
Volta a ganhar mais um prémio em Cannes com o filme “La Pianiste” em 2001, sendo a actriz que mais filmes teve em competição neste importante Festival.
É igualmente a actriz francesa mais vezes nomeada para os “Cesar”, o Oscar daquele país. Se pensarmos na quantidade de grandes estrelas que sempre povoaram o cinema de França, este facto fala por si.
Huppert é única.
Em cada um dos seus filmes, arrebata-nos.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Anna Magnani



Considero-a no topo das actrizes italianas.
Personalidade forte, impôs o seu talento, a sua “marca”, em cada um dos seus filmes, e muitos foram. Era uma estrela, sem os atributos físicos e a beleza de muitas das suas compatriotas. Só que Anna Magnani (1908-1973) não precisou disso. O seu olhar, a sua expressão facial, "diziam" tudo.
Foi Rossellini quem a trouxe à fama com “Roma, Cidade Aberta”, em 1945.
Mas foi dirigida por muitos dos maiores realizadores do seu tempo. Jean Renoir afirmou simplesmente que “foi a maior actriz com quem alguma vez trabalhei”.
E quem a esquece em “Mamma Roma”, de Pasolini em 1962? O filme provocou tal impacto na época (Magnani desempenha o papel de uma prostituta) que só foi estreado nos Estados Unidos 33 anos depois….
O seu funeral teve uma moldura humana impressionante, e segundo a imprensa da época, só comparável ao de um Papa.
Roma, a sua Roma, quis assim homenagear esta mulher do povo, simples mas excepcionalmente talentosa.
Quando se divorciou do seu único marido, afirmou aos jornalistas: “ As mulheres como eu apenas se submetem a homens capazes de as dominar., e eu não encontrei ninguém capaz de me dominar”.
Anna Magnani.
Uma estrela.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Faye Dunaway


Acontece a muitos actores e actrizes.
Têm o seu período áureo e depois multiplicam a sua presença em filmes banais, que nada acrescentam às suas carreiras.
Faye Dunaway (nasceu em 1941) integra este numeroso grupo.
Estreou-se no cinema em 1967 no filme “Hurry Sundown” e logo nesse ano consegue protagonizar com Warren Beatty “Bonnie and Clyde”, talvez o seu melhor filme.
Ou seja, logo no ano em que inicia a sua actividade, tem o seu grande papel.
Mas nos anos 70 podemos vê-la em grandes filmes, “Os Três Dias do Condor”, “O Pequeno Grande Homem”, “Chinatown” e “Network”, que lhe valeu o Oscar para Actriz Secundária.
E a partir daí… para além de uma película biográfica sobre Joan Crawford, que interpretou magistralmente, nada de especial a apontar.
Mas há um filme, de que talvez poucos se lembrarão, que nunca esqueci: “Os Olhos de Laura Mars”, de 1978, em que Faye Dunaway me encantou.
Uma grande actriz que não soube gerir a carreira?
Talvez.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Gregory Peck


Mesmo entre as grandes estrelas de cinema, há uma divisão clara entre as que perduram bem vivas na memória dos cinéfilos, e as que vão desaparecendo na poeira do tempo, mais ou menos esquecidas.
Julgo que Gregory Peck (1916-2003) faz parte deste último grupo.
E será curioso pensar que este grande actor ( até na altura era grande, 1,91 m) desempenhou sobretudo papéis de homem honrado, com sérios compromissos com a ética e a honra, mesmo quando político. Ou seja, personagens que correspondem, na vida real actual, a figuras em vias de extinção…
Caiu por isso no esquecimento?
Estreou-se em 1944 em “Days of Glory” e trabalhou quase até à sua morte, ou seja, esteve perto de seis décadas nos cinemas de todo o mundo, protagonizando 59 filmes.
Listar os mais importantes seria fastidioso, tantos são.
“Os Canhões de Navarone”, “Duelo ao Sol”, “Moby Dick”.
Apenas três dos mais conhecidos.

domingo, 20 de maio de 2007

Marx Brothers


Soltámos monumentais gargalhadas com todos eles.
Groucho (1890-1977) era o génio, de piada rápida, aparentemente fácil, num discurso que nunca mais acabava, dito sem pausas.
Em contraste, Harpo (1888-1964) não falava. Apenas mímica, num excepcional instrumentista de harpa.
E Chico (1887-1961) era um bom pianista, mas sem o talento dos dois irmãos.
Estes três homens marcaram a comédia cinematográfica.
Qualquer um dos seus filmes merece ser visto e principalmente revisto, porque nem sempre a legendagem corresponde ao verdadeiro sentido do que é dito, nomeadamente com Groucho, cujas “tiradas” são de antologia. Inesquecíveis as suas conversas com Margaret Dumont, sua eterna apaixonada, de que Groucho se servia para sair airosamente de situações delicadas. As respostas que dá às tentativas de sedução são hilariantes.
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