quarta-feira, 16 de maio de 2007

Fred Astaire

Fred Astaire (1899-1987) é um caso ímpar na história do Cinema.
Porque ninguém dançou como ele na Sétima Arte.
E quando encontrou o par “ideal”, Ginger Rogers, a dupla encheu de fantasia, de ritmo, de beleza, os écrans de todo o mundo.
“Ele dava-lhe classe, ela dava-lhe sex-appeal”, disse alguém e com razão.
É curioso saber que Astaire detestava dançar fora das filmagens, e achava mesmo “entediante” as danças de salão. “Casa de ferreiro”….
Passaram já muitos anos.
Mas quando se assiste a qualquer filme de Fred Astaire, nem pensamos nas dezenas de anos que os filmes têm, ficando apenas concentrados na magia que sabia transmitir.
Inimitável.


sábado, 12 de maio de 2007

"Hong Kong"


Talvez ainda muitos recordem uma série de televisão dos primeiros anos da década de 60, chamada “Hong Kong”. Era das minhas preferidas, razão pela qual nunca mais esqueci, e tenho pena, que neste revivalismo a que assistimos de edição em dvd de tudo o que foi série televisiva, ninguém se tenha ainda lembrado dela.
Rod Taylor era o protagonista, um agente americano que resolvia os casos mais complicados de espionagem e não só, em Hong Kong.
Fazia-se transportar num descapotável, sempre rodeado de “belezas” orientais, sendo uma espécie de precursor de “O Santo” que, anos mais tarde, Roger Moore elevaria ao estrelato.
Eu tinha 7 ou 8 anos, e lembro-me de discutir com os meus amigos do colégio (que saudades, Externato Nossa Senhora da Estrela!) as peripécias vistas no episódio da véspera.
Rod Taylor ainda não tinha sido escolhido por Hitchcock para fazer companhia a Tippi Hedren no celebérrimo “Os Pássaros” (1963), e foi seguramente o êxito desta série que catapultou o actor para este filme, definitivamente o melhor que protagonizou. Toda a sua carreira posterior não esteve ao nível do trabalho que fez com o grande Mestre do policial.
“Hong Kong”.
Alguém se lembra?

quinta-feira, 10 de maio de 2007

"Thinking blogger AWARD"



Paula e Rui Lima, que diariamente nos dão o prazer de ler o seu “Paixões e Desejos” (http://paixoesedesejos.blogspot.com), tiveram a amabilidade, que agradeço, de nomear o “Arte Sétima” como um “thinking blog”.
Eles merecem bem mais do que eu, e só não os vou nomear porque pareceria “troca de galhardetes”, e creio não ser bem esta a intenção da iniciativa.

Assim, passo a nomear os blogues que me fazem pensar, e que de alguma maneira contribuem para a minha vontade de enfrentar este quotidiano tão repleto de mediocridade.

http://nastintasparaasregras.blogspot.com
(Teresamaremar “abre” a janela da Pintura, com classe e simplicidade)

http://cinemanotebook.blogspot.com
(Visita diária, que não dispenso, ao mundo do cinema, que Knoxville conhece bem)

http://contemporaneas.blogspot.com
(Um dos melhores blogues sobre crítica musical)

http://dolugardemim.blogspot.com
(Uma pausa no bulício)

http://elisabetecunha.wordpress.com
(Do Brasil, um excelente blogue)

Mais haveria para nomear.
Mas como só são 5, estes sem dúvida.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Woody Allen


O seu verdadeiro nome é Allen Stewart Konigsberg (nasceu em 1935).
É realizador, escritor, actor, músico de jazz e argumentista.
Escreve e dirige os seus filmes, onde também é frequentemente a personagem principal. Desde os anos 60 até hoje.
“Annie Hall” foi o seu único filme premiado pela Academia, o que parece uma injustiça tremenda. Mas nestas coisas de Oscares, nem sempre os que perdem são menos bons…
Confesso que Woody Allen, é dele que falamos, é um dos meus ídolos.
De um humor refinado, por vezes cáustico, não precisa de recorrer à sua “fraca” figura para nos levar à gargalhada fácil. Nem sequer à gargalhada.
E curiosamente, prefiro-o como actor. Cria personagens únicas, ímpares, e é isso que distingue os grandes dos que o não são.

“Não tenho medo da morte, apenas não quero lá estar quando acontecer”

Simplesmente Woody Allen!

domingo, 6 de maio de 2007

Stanley Kubrick


Há poucos realizadores como Stanley Kubrick (1928 – 1999).

Em cerca de 50 anos de trabalho, não chegou aos vinte filmes realizados. Só que…nesse período de tempo, surgiram filmes como Spartacus, Lolita, Dr. StrangeLove, 2001 – A Space Odissey, A Clockwork Orange, Barry Lyndon, The Shining, Eyes Wide Shut e A.I. – Artificial Intelligence.
Ou seja, uma obra impressionante de qualidade, variedade de temáticas abordadas, classe.
E nestes filmes de Kubrick brilharam, entre outros, Kirk Douglas, Peter Sellers, Malcolm McDowell, Ryan O’Neal, Jack Nicholson e Nicole Kidman, para referir apenas alguns.

Mais um génio do Cinema!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

"O Homem da Câmara de Filmar"


Quase ignorada por muitos, a Cinemateca Nacional prossegue, indiferente ao alheamento do público, com sessões diárias de filmes antigos, programando ciclos específicos.
Há pouco tempo, tive oportunidade de ver “O Homem da Câmara de Filmar”, de Vertov, que o realizou em 1929.
É um documentário excepcional, que retrata um dia na vida de uma cidade soviética, com movimentos de câmara absolutamente geniais e inéditos à época.
Setenta minutos que “voaram”!
Talvez a Cinemateca venha a repetir a exibição. Não percam!

terça-feira, 1 de maio de 2007

The Douglas Family



Sabem quem é Issur Danielovitch Demsky?
É ele mesmo, Kirk Douglas (nasceu em 1916).
Se a pergunta for “Qual o melhor filme de Kirk Douglas?”, a resposta será, invariavelmente, “Spartacus”.
“Indique mais filmes com ele?” Bom, aí surgem dificuldades…Há actores assim, ficam conhecidos com um papel e tudo o resto cai na penumbra do esquecimento. E no entanto, Kirk anda a fazer filmes desde 1946, sendo o último (até agora….) de 2005.


Se a pergunta for “Qual o melhor filme de Michael Douglas?”, é certo e sabido que ouvimos “Instinto Fatal”. Filme que ficou célebre, não pela sua brilhante interpretação, mas por um descruzar de pernas de Sharon Stone.
Michael, que nasceu em 1944, estreou-se no cinema em 1969, mas tem repartido a sua carreira de actor com a de produtor.
Foi ele, por exemplo, o produtor de “Voando Sobre Um Ninho de Cucos”, e de “O Síndroma da China”.


Os Douglas.
Dois excelentes actores.
Tal pai…tal filho.
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