quarta-feira, 9 de maio de 2007

Woody Allen


O seu verdadeiro nome é Allen Stewart Konigsberg (nasceu em 1935).
É realizador, escritor, actor, músico de jazz e argumentista.
Escreve e dirige os seus filmes, onde também é frequentemente a personagem principal. Desde os anos 60 até hoje.
“Annie Hall” foi o seu único filme premiado pela Academia, o que parece uma injustiça tremenda. Mas nestas coisas de Oscares, nem sempre os que perdem são menos bons…
Confesso que Woody Allen, é dele que falamos, é um dos meus ídolos.
De um humor refinado, por vezes cáustico, não precisa de recorrer à sua “fraca” figura para nos levar à gargalhada fácil. Nem sequer à gargalhada.
E curiosamente, prefiro-o como actor. Cria personagens únicas, ímpares, e é isso que distingue os grandes dos que o não são.

“Não tenho medo da morte, apenas não quero lá estar quando acontecer”

Simplesmente Woody Allen!

domingo, 6 de maio de 2007

Stanley Kubrick


Há poucos realizadores como Stanley Kubrick (1928 – 1999).

Em cerca de 50 anos de trabalho, não chegou aos vinte filmes realizados. Só que…nesse período de tempo, surgiram filmes como Spartacus, Lolita, Dr. StrangeLove, 2001 – A Space Odissey, A Clockwork Orange, Barry Lyndon, The Shining, Eyes Wide Shut e A.I. – Artificial Intelligence.
Ou seja, uma obra impressionante de qualidade, variedade de temáticas abordadas, classe.
E nestes filmes de Kubrick brilharam, entre outros, Kirk Douglas, Peter Sellers, Malcolm McDowell, Ryan O’Neal, Jack Nicholson e Nicole Kidman, para referir apenas alguns.

Mais um génio do Cinema!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

"O Homem da Câmara de Filmar"


Quase ignorada por muitos, a Cinemateca Nacional prossegue, indiferente ao alheamento do público, com sessões diárias de filmes antigos, programando ciclos específicos.
Há pouco tempo, tive oportunidade de ver “O Homem da Câmara de Filmar”, de Vertov, que o realizou em 1929.
É um documentário excepcional, que retrata um dia na vida de uma cidade soviética, com movimentos de câmara absolutamente geniais e inéditos à época.
Setenta minutos que “voaram”!
Talvez a Cinemateca venha a repetir a exibição. Não percam!

terça-feira, 1 de maio de 2007

The Douglas Family



Sabem quem é Issur Danielovitch Demsky?
É ele mesmo, Kirk Douglas (nasceu em 1916).
Se a pergunta for “Qual o melhor filme de Kirk Douglas?”, a resposta será, invariavelmente, “Spartacus”.
“Indique mais filmes com ele?” Bom, aí surgem dificuldades…Há actores assim, ficam conhecidos com um papel e tudo o resto cai na penumbra do esquecimento. E no entanto, Kirk anda a fazer filmes desde 1946, sendo o último (até agora….) de 2005.


Se a pergunta for “Qual o melhor filme de Michael Douglas?”, é certo e sabido que ouvimos “Instinto Fatal”. Filme que ficou célebre, não pela sua brilhante interpretação, mas por um descruzar de pernas de Sharon Stone.
Michael, que nasceu em 1944, estreou-se no cinema em 1969, mas tem repartido a sua carreira de actor com a de produtor.
Foi ele, por exemplo, o produtor de “Voando Sobre Um Ninho de Cucos”, e de “O Síndroma da China”.


Os Douglas.
Dois excelentes actores.
Tal pai…tal filho.

sábado, 28 de abril de 2007

Humphrey Bogart

Humphrey Bogart (1899 – 1957) foi nomeado, 42 anos após a sua morte, pelo American Film Institute, como a maior Estrela Masculina de todos os tempos.
Discutível para uns, para outros não, o certo é que aconteceu, atestando até que ponto o actor permaneceu na memória de todos.
E durante muitos anos andou perdido em papéis secundaríssimos, até que em 1938 rodou “Angels with Dirty Faces”, que lhe abriu as portas do sucesso.
Quem não recorda “The Treasure of the Sierra Madre”, “Casablanca”, “The African Queen” ou “The Caine Mutiny”?
Interpretações inesquecíveis deste “duro”, em filmes que ficaram para a eternidade.
“Boggey” (assim era conhecido em Hollywood) morreu novo, vitimado pelo cancro que não costuma perdoar aos fumadores inveterados como ele era.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Frank Sinatra



“A Voz”.
O melhor cantor.
O mais popular.
As canções que celebrizou são ouvidas em todo o mundo.

Que faz um cantor num blogue de cinema?
Simples.
Frank Sinatra foi também actor.
Participou em 71 filmes, de 1941 a 1996.
E na maioria deles não cantou.
Ganhou mesmo um Oscar de Actor Secundário em 1953, com “From Here to Eternity”.

Há muitos actores, e dos bons, que não têm este curriculum.

He did it…”His Way”…e muito bem!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

"Meninos-Prodígio"



Ainda que o sucesso seja quase sempre efémero, mesmo no Cinema, o da esmagadora maioria dos chamados “meninos-prodígio” nos ecrãs demonstra de maneira clara que assim é.
Nos Estados Unidos o caso mais gritante será o de Shirley Temple, ainda que Mickey Rooney lá chegue perto. Na Europa, lembramos Joselito.
Este miúdo espanhol foi um caso muito sério de popularidade nos anos 50 e início da década seguinte, e a minha geração viu todos os seus filmes, trauteava as suas canções mais conhecidas e aguardava ansiosamente nova estreia.
Com uma excelente voz, o garoto ainda representava, transformando-se num autêntico “filão” de ouro para os produtores dos seus filmes, que depois o levavam em “tournée” não só por toda a Espanha, mas também pelas Américas, nomeadamente no México, onde o êxito era similar ao espanhol.
“O Pequeno Rouxinol” foi seguramente o filme mais conhecido, que lhe deu o epíteto pelo qual passou a ser conhecido.
Acabada a infância, a juventude não esteve à altura das expectativas criadas, a idade adulta ainda menos, e hoje em dia ninguém sabe quem é o cidadão Joselito.
Ficou a lembrança de um tempo em que, mesmo a preto e branco, os filmes deste pequeno cantor esgotavam as salas onde eram exibidos.

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