
Ainda que o sucesso seja quase sempre efémero, mesmo no Cinema, o da esmagadora maioria dos chamados “meninos-prodígio” nos ecrãs demonstra de maneira clara que assim é.
Nos Estados Unidos o caso mais gritante será o de Shirley Temple, ainda que Mickey Rooney lá chegue perto. Na Europa, lembramos Joselito.
Este miúdo espanhol foi um caso muito sério de popularidade nos anos 50 e início da década seguinte, e a minha geração viu todos os seus filmes, trauteava as suas canções mais conhecidas e aguardava ansiosamente nova estreia.
Com uma excelente voz, o garoto ainda representava, transformando-se num autêntico “filão” de ouro para os produtores dos seus filmes, que depois o levavam em “tournée” não só por toda a Espanha, mas também pelas Américas, nomeadamente no México, onde o êxito era similar ao espanhol.
“O Pequeno Rouxinol” foi seguramente o filme mais conhecido, que lhe deu o epíteto pelo qual passou a ser conhecido.
Acabada a infância, a juventude não esteve à altura das expectativas criadas, a idade adulta ainda menos, e hoje em dia ninguém sabe quem é o cidadão Joselito.
Ficou a lembrança de um tempo em que, mesmo a preto e branco, os filmes deste pequeno cantor esgotavam as salas onde eram exibidos.






