sexta-feira, 13 de abril de 2007

Greta Garbo


Foi das raras actrizes que conseguiu ter o mesmo sucesso no cinema mudo e no sonoro.

É considerada uma das maiores estrelas de Hollywood, e o Guiness chegou mesmo a declará-la como “a cara mais bonita que alguma vez existiu”.

Aos 36 anos, retirou-se. Para sempre.

Entrevistas, autógrafos, fotografias, aparecimentos públicos…nada.

Sabe-se que se dedicou à sua colecção de pintura e mobiliário, que a fortuna que possuía lhe permitiu comprar.

Greta Garbo.

Quando morreu, aos 84 anos, tinha passado quase 50 no anonimato.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Marlon Brando



“Ninguém me diz o que devo fazer. Vivi assim toda a vida”.

“A única razão pela qual estou em Hollywood, é porque não tenho coragem moral para recusar dinheiro”.

“Um actor é acima de tudo um poeta, e no extremo oposto um “entertainer””

“A única coisa que um actor deve ao seu público é não o maçar”.

“Fui para casa e ensaiei para satisfazer a minha curiosidade sobre a minha habilidade para desempenhar um italiano. Caracterizei-me, meti alguns “Kleenex” na boca, e coloquei-me em frente a um espelho, e depois num écran da televisão. Decidi que podia criar um personagem que serviria de suporte à história. As pessoas da Paramount viram a gravação e gostaram, e foi assim que me tornei “O Padrinho””.

“É bom nunca confundir o tamanho da tua capacidade de compra com o do teu talento







sexta-feira, 6 de abril de 2007

Cinemas de "reprise"



Lembram-se dos cinemas de “reprise”?
Havia muitos em Lisboa, entre os quais o “Paris”, o “Jardim Cinema”, o “Chiado Terrasse”. Dois filmes por sessão, com intervalo no final do primeiro. Nesse intervalo, um rapazinho novo passeava pela sala com um tabuleiro pendurado ao pescoço, cheio de rebuçados e chocolates. Havia arrumadores, que nos conduziam ao lugar, a troco de uma gorjeta de dez tostões. O bilhete custava cinco escudos.
Lisboa era então dominada pelas grandes salas de cinema, o Monumental, o São Jorge, o Tivoli, o Éden, o Império, o Condes, o São Luiz, salas ditas de “estreia”, onde o bilhete custava doze escudos e cinquenta centavos, só com um filme.
Era assim quando eu era pequeno.
Na Passagem do Ano e no Carnaval, as principais salas organizavam bailes com um conjunto, e enchiam. E aos sábados, a “matinée” infantil, onde reinava o Bugs Bunny, era êxito, pela certa.
Tudo passou.
Vejam na fotografia como o “Paris”, ali na Domingos Sequeira, se encontra, há anos.
Agora temos pequenos estúdios…pipocas, Coca-Cola e…saudades.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

John Wayne


Pensar em “western” é de imediato recordar a figura deste actor.
E associar a John Ford.
Sem ter a chama dos grandes talentos, personificou o “cowboy” bom, o justiceiro, o homem que colocava os “maus” no seu lugar, derrotando-os.
O seu característico modo de andar, a sua estatura, o seu olhar e a sua voz, tornaram-no uma lenda, inultrapassável até hoje, trinta anos volvidos sobre a sua morte.
John Wayne foi o “herói” de gerações, aquele que queríamos ser “quando fôssemos grandes”, a personagem mítica nas velhas pradarias americanas, quantas vezes montadas nos estúdios de Hollywood.
“Rio Bravo”, “Os Quatro Filhos de Katie Elder”, “El Dorado”… tantos filmes que nos fazem ainda hoje vibrar.
Um actor grande e único.

sábado, 31 de março de 2007

Audrey Hepburn


Fragilidade. Só aparente.
Bonita, gentil, charmosa, elegante. Aristocrata.
Olhos castanhos. Enormes. Profundos.

Belga, actriz, “Boneca de Luxo” e “My Fair Lady”.

Prémios, sucesso, consagração.
Distinção. Classe.

Audrey Hepburn.

Forever!

quinta-feira, 29 de março de 2007

João César Monteiro


Seria excêntrico.
Para alguns, até louco.
Para outros, genial.
Para mim, era tudo isso, uma loucura genial. Diferente.
A primeira vez que João César Monteiro me despertou a atenção foi com “Recordações da Casa Amarela”. Vi o filme, voltei a ver, e fiquei com muita vontade de pesquisar a sua obra. Essa oportunidade surgiu anos mais tarde quando todos os seus filmes foram editados em dvd. Nem hesitei. E vi todos. Sim, mesmo o “Branca de Neve”…
Monteiro percorre, até à exaustão, o modo de ser português, movendo-se na sua Lisboa do quotidiano, sem necessitar de procurar arquétipos, simplesmente filmando o que à sua, à nossa, volta se pode presenciar.
Os seus filmes retratam o “portuga”, o “Zé” do final do século XX.
Burlesco, impiedoso, mas acima de tudo verdadeiro, Monteiro cria igualmente uma linguagem muito própria, que utiliza magistralmente, e que nos surpreende, faz rir, meditar, olhar para nós próprios.
Integra aquela lista de realizadores que se ama ou odeia.
Claramente.
Ele sabia-o. E pouco ou nada se importava com isso.

segunda-feira, 26 de março de 2007

The Fonda family

Normalmente, quando um actor, ou actriz, se destaca, se impõe pelo seu talento, e os filhos se querem aproveitar do apelido para singrar nas telas, acontece o desastre. Há inúmeros casos, dos quais Geraldine Chaplin ou Liza Minnelli nem são dos piores, quando comparados com outros.
Mas também acontece o contrário, isto é, a classe manter-se, independentemente das gerações.
Neste caso estão os Fonda.




Henry Fonda é um clássico do cinema norte-americano.
Actor multifacetado, de talento indiscutível, interpretou dezenas de papéis distintos, desde o vilão ao exemplar chefe-de-família, do cowboy ao comerciante.
Para mim, é inesquecível o seu desempenho em “As Vinhas da Ira”.





Jane Fonda, sua filha, soube impor-se por si.
Personalidade forte, causou polémica nos anos 70 ao criticar publicamente a administração americana pela guerra do Vietname. Ainda hoje os defensores da “causa” não lhe perdoam esta “traição”.
Dos seus filmes, destaco “Barbarella”, “O Regresso dos Heróis”, “Julia”.
Mas muitos outros podiam ser relevados.




O irmão, Peter Fonda, teve uma carreira bem mais discreta, atingindo o seu ponto mais saliente em “Easy Rider”, no final dos anos 60, chegando a ser nomeado pela Academia nesse ano. Dedica-se mais à produção do que propriamente à interpretação.



E quando se pensaria que os Fonda desapareceriam da indústria, eis Bridget, filha de Peter, que fez a sua estreia no terceiro filme da saga “O Padrinho”.Ainda não atingiu a craveira da tia e do avô, mas percebe-se que ali…há qualquer “coisa”.


Os Fonda.
Quanto lhes deve a Sétima Arte?

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