quinta-feira, 22 de março de 2007

E Tudo o Vento Levou


1939…
Quando se vê este filme, quase nunca nos lembramos que ele tem…68 anos de idade.
E fazer um filme com tudo aquilo que ele demonstra, há perto de 70 anos, é qualquer coisa de fantástico.
“E Tudo o Vento Levou” pode ser acusado de muita coisa, desde “piroso” a “dramazinho para verter lágrimas”, mas é, na verdade, uma obra-prima.
Desde as fabulosas interpretações, não só de Vivien Leigh e Clark Gable, pois é bom não esquecer, entre outros, Leslie Howard e Olívia de Havilland, e a “empregadita” que ganhou o Oscar de melhor actriz secundária (Hattie McDaniel), passando pela fotografia, a montagem, a produção, a realização, enfim, todo o filme é excepcional.
Até hoje, continua imbatível em êxito de bilheteira, o que atesta, para além da popularidade, a sua qualidade.
Os O’Hara, Scarlett, Reth, Tara…
Premiado com 10 Oscares, manteve esse record durante décadas.
220 minutos de deslumbramento.
E a frase final que ninguém esquece: “Amanhã…é sempre um novo dia!”

quarta-feira, 21 de março de 2007

Vanessa Redgrave


Falar de Vanessa Redgrave é muito fácil, porque ela tipifica, na segunda metade do século XX, a tradicional escola inglesa de representação. Não está sozinha nesse papel, muito bem acompanhada até, mas é uma das actrizes que, por si só, ilustra a arte dramática da “velha Albion”.
A primeira vez que a vi foi em “Blow-Up”, nos anos 60. E pouco depois, o filme que a colocou na minha lista de favoritas, “Isadora”, a célebre bailarina Isadora Duncan retratada de maneira soberba pela grande actriz.
São muitos os que nunca tiveram oportunidade de ver este filme. Vejam-no!
Para mim, foi o papel da sua vida, embora tenha sabido sempre escolher com critério os projectos em que participava, gerindo bem a carreira, intercalando cinema com teatro, nomeadamente em Londres.
Inolvidável é igualmente o seu papel em “Julia”.
Se quiserem conhecer melhor esta actriz, não deixem de ler o seu livro “Uma Autobiografia”, publicado pela Editorial Bizâncio, em 2001.

domingo, 18 de março de 2007

Bonanza


Permitam-me que, num blogue sobre Cinema, “intrometa” uma série televisiva.
Pois é, a minha geração tinha nestes 4 homens os seus heróis preferidos.
Aos sábados à noite, na velhinha televisão a preto e branco, Bonanza era o melhor do fim-de-semana.
Lorne Greene (o Pai), Pernell Roberts (Adam), Dan Bloker (Hoss) e Michael London (Little Joe) faziam as delícias de miúdos e não só, reinando na “Ponderosa”, onde os maus acabavam sempre a perder. A família "Cartwright".
Apenas Pernell Roberts é vivo, e todos eles encontraram na série, o seu maior sucesso.
Não seriam “gigantes” do écran, mas o que é certo, é que passados quase 50 anos, são lembrados como tendo feito a melhor série de “western” que a televisão alguma vez emitiu.
Ainda há pouco tempo, nos Estados Unidos, vi em todas as grandes discotecas, dvds com muitos episódios. Sinal de que o tempo passa, mas a memória não esqueceu os quatro justiceiros, amigos da família e exemplos de bons filhos. No fundo, a “moral” que os americanos sempre gostaram de passar para dentro e fora das suas fronteiras.
Bonanza!
Que saudades!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Elizabeth Taylor


Muitos:

- Filmes
- Prémios
- Fans
- Escândalos
- Maridos

Muitas:

- Peripécias
- Relações amorosas


Muito:

- Talento
- Dinheiro
- Álcool

Muita:

- Beleza
- Generosidade


Elizabeth Taylor.
Gata
em Telhado de Zinco.

Quente.

segunda-feira, 12 de março de 2007

John Barry


O pai era o dono dos cinemas da cidade onde nasceu em Inglaterra, e desde muito novo John Barry passou a ser o projeccionista, iniciando-se assim o seu contacto com o apaixonante mundo da Sétima Arte. Em paralelo, e sozinho, aprendera a tocar trompete e piano, o que lhe permitiu começar a tocar num conjunto de jazz. Estávamos nos anos 50.
Em 55 criou o seu próprio grupo, o “John Barry Seven”, grupo que seria convidado para um programa da BBC. Sucesso estrondoso, que o catapulta para a sua primeira experiência como autor da música de um filme, em 1960. Chamava-se “Beat Girl”.
E a consagração chega quando compõe as bandas sonoras de vários “007”, com Sean Connery e Roger Moore como protagonistas. Shirley Bassey, então no auge da sua carreira, dá-lhe ainda mais popularidade na celebra canção “Goldfinger”.
Seria fastidioso e difícil enumerar tantos e tantos êxitos.
Lembram-se de “África Minha”? “Danças com Lobos”? Apenas dois.
Quatro Oscares ganhos: “Uma Leoa chamada Elsa” (1966), “O Leão no Inverno” (1969), “África Minha” (1985) e “Danças com Lobos” (1990).
Está praticamente retirado do cinema, ouve música clássica (Mahler é o favorito) e música celta.
John Barry.
De antologia!

sábado, 10 de março de 2007

"84 Charing Cross Road"


Uma escritora norte-americana (Anne Bancroft) escreve para uma pequena livraria de Londres, encomendando uns livros.
O dono da livraria (Anthony Hopkins) junta à encomenda uma carta.
E assim começa uma troca de correspondência, de cumplicidade, de segredos, de gostos comuns, que durará décadas.
O ambiente da livraria, pequena, antiga, repleta de preciosidades, as confidências trocadas, a alegria de ambos quando recebem notícias do outro lado do Atlântico, as interpretações fabulosas, as citações de obras importantes.
Filme que passou despercebido nos anos 80, mas que considero magistral.
Diz-me muito.
Revejo-o sempre que posso. Nunca me cansei.
“84 Charing Cross Road”, “A Rua do Adeus” na tradução portuguesa.
Eterno!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Jeremy Irons


Há nele algo de diferente, misterioso.
A voz grave por muitos anos de tabaco consumido em frenesim, a postura, os personagens que escolhe, a dicção, a arte.
“Conheci-o” no “A Amante do Tenente Francês” (1981), filme que eu julgava ser totalmente ocupado pela grande Meryl Streep. Engano. Jeremy Irons consegue brilhar mesmo ao lado de uma estrela de tamanha grandeza. Depois “A Missão”, a par de De Niro. E nunca mais parou. Cada filme, um marco.
Em 1992 rodou em Portugal “A Casa dos Espíritos”, uma vez mais com Meryl e Glenn Close, outra fantástica actriz.
E Jeremy Irons nunca deixou o teatro que o viu nascer para a fama.
Londres tem a sorte de o poder ver frequentemente.
Há poucos meses, inesperadamente, cruzei-me com ele à saída de um dos teatros londrinos. Cigarro na boca, barba por fazer, Irons distribuía autógrafos, já passava da meia-noite, e depois de um espectáculo. Com simpatia.
A modéstia própria dos “grandes”.
Jeremy Irons tem 58 anos.
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