quarta-feira, 7 de março de 2007

Paul Newman


Falar de Paul Newman é tarefa difícil, tão extensa é a lista das películas que protagonizou, os seus sucessos, os prémios, as paixões.
Lembram-se de “Gata em Telhado de Zinco Quente”, “A Golpada”, “Dois Homens e um Destino”, “O Veredicto”, “Grande Prémio”?
E de “Exodus”, “O Prémio”, “O Juiz Roy Bean”, “A Torre do Inferno”?
Pois é, todos eles têm a sua marca de grande actor.
Um apaixonado por automóveis, chegando mesmo a corredor de bólides de alta velocidade.
Os seus olhos azuis deslumbraram várias gerações de donzelas, o seu talento impôs-se naturalmente.
É hoje um ancião de 82 anos, homem de negócios bem sucedido, que vive com a sua mulher de sempre, a também actriz Joanne Woodward.
Um clássico da 7ª Arte.

domingo, 4 de março de 2007

Beatriz Costa



Beatriz Costa foi a grande vedeta feminina do cinema português nos anos 30 e 40 do século passado.
Personificava como ninguém a “saloia” dos arredores de Lisboa, retrato que a “Aldeia da Roupa Branca” demonstra à evidência. Foi esse o seu lançamento para a ribalta, a que se seguiria o celebérrimo “A Canção de Lisboa”, que a imortalizou no papel de costureira filha do patrão, apaixonada pelo estudante “cábula” que o pai afasta, até saber da riqueza das tias da província.
Como quase sempre aconteceu com os grandes actores do cinema nacional daquela época, Beatriz Costa era uma “estrela” do teatro de Revista, género que atraía multidões ao velhinho Parque Mayer. Aí compôs personagens e interpretou marchas e canções que ainda hoje, décadas passadas, são conhecidas de todos. A melhor “Marcha de Benfica” ainda é (e julgo que será sempre) a de 1935, e é dela.
E quem não sabe entoar “O Burrié”?
Tempos que já lá vão.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Liv Ullmann


A musa de Ingmar Bergman.
Bastaria esta frase para classificar esta enorme actriz que a Noruega (e não a Suécia, como muitas vezes se julga) deu a conhecer ao mundo, apesar de ter nascido em Tóquio, onde o pai trabalhava na altura.
É que participar em papéis dominantes em 9 filmes do genial Bergman, é “cartão de visita” que bem poucas podem ostentar.
E esta poliglota actriz, que fala sete línguas, é também escritora reconhecida, embaixadora da UNICEF, e directora honorária da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.
Este símbolo do feminismo na década de 70, lançou-se ainda na realização cinematográfica há poucos anos.
Não esqueço filmes como “Persona”, “O Ovo da Serpente”, “Sonata de Outono”.
Liv Ullmann.
Incontornável.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Quinn


O pai era irlandês, a mãe mexicana.
Antes de ser actor trabalhou num talho, foi motorista, praticou boxe, não teve uma juventude economicamente desafogada.
Até que em 1936, com 21 anos, decide participar num concurso lançado pelo célebre Cecil B. deMille, que procurava actores índios para fazer um papel secundário num filme protagonizado por Gary Cooper.
Ou pelos seus méritos, ou por ter encantado a filha adoptiva do realizador, que viria a ser a sua primeira de muitas mulheres, o certo é que Quinn ganhou o concurso, e começa a aparecer regularmente nos filmes do futuro sogro.
E o sucesso não mais parou.
Anthony Quinn simboliza a ascensão, em Hollywood, do mestiço ao estrelato. Foi ele o primeiro a consegui-lo, numa época nada fácil para isso.
Ninguém esquecerá o seu “Zorba”.
E mesmo os “intelectuais” cinéfilos, habituados a vê-lo em papéis pouco “cultos”, não podem omitir o seu desempenho, sob as ordens de Fellini, no “La Strada”, ao lado de Giulietta Masina.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Annie Girardot



Fez bem em abandonar os estudos de enfermagem. Talvez se tenha perdido uma excelente enfermeira, mas o Cinema ganhou uma óptima actriz.
Que começou pela “Comédie-française”, pelo teatro, sua primeira paixão.
Mas bem cedo foi atraída pelos filmes. E aí, foram determinantes realizadores como Visconti, Vadim ou Lelouch.
Foi, sem dúvida, a actriz preferida dos franceses nos anos 70. Ela encarna o espírito libertador de convenções da mulher de então, os seus personagens são isso mesmo, modernos e pouco dados a tradições.
No entanto, a década seguinte vai fazer quase desaparecer esta actriz.
Perdida em papéis que em nada se comparavam aos já interpretados, Girardot, à semelhança de inúmeros colegas de profissão, deixa de ser iluminada pelas luzes da ribalta. A tal ponto que as gerações actuais pouco conhecerão dela.
A doença de Alzheimer está a terminar com o resto.
Mas permanece na memória de todos aqueles que, durante muitos anos, a apreciaram.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Uma Grande Senhora



Uma das “grandes senhoras” de Hollywood.
Excelente na juventude, na meia-idade, na velhice. O génio não tem época.
Oscar no seu primeiro filme, Oscar no último.
Personalidade forte, enfrentou o conservadorismo americano doa anos 40 quando resolveu assumir publicamente a relação com Spencer Tracy. Ganhou.
A heroína de tantos filmes, tinha nesse acto da vida real o seu papel mais difícil.
Mais do que todos os que interpretou nos palcos, nas peças de Shakespeare, e que a tornaram a actriz americana que mais experiência teve com o autor inglês.
Katharine Hepburn.
“Sou uma pessoa de carácter e também actriz. Mostrem-me uma actriz que não tenha carácter e mostrar-me-ão uma mulher que não é uma estrela.”

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Chaplin


Quase não são necessárias palavras para falar de Chaplin.
Fez parte de todas as infâncias, adolescências, vidas.
O cinema mudo tem nele a sua maior estrela, o sonoro apenas modificou a arte de se exprimir, mas foi incapaz de destruir o génio.
Actor completo, crítico mordaz e inteligente da sociedade em que se movimentava, do mundo que o rodeava, da miséria, da falsidade, Chaplin fez-nos rir, sorrir, comover e até chorar.
Mas…“Um dia sem uma gargalhada é um dia perdido”, nas suas próprias palavras.
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