quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

"A" Actriz


Por muitos considerada a maior actriz viva de cinema.
Mary Louise Streep de seu nome verdadeiro.
Com a nomeação anunciada ontem para os Oscares deste ano, subiu para 14! o número de nomeações que esta actriz de excepção conseguiu desde 1978, ano em que o foi para Melhor Actriz Secundária com o filme “O Caçador”.
No ano seguinte, ganhou este prémio com “Kramer contra Kramer”, em 1981 foi pela primeira vez candidata ao Óscar de Melhor Actriz com “A Amante do Tenente Francês”, que venceria no ano seguinte com “A Escolha de Sofia”.
Em 1983 foi novamente nomeada com “Reacção em Cadeia”, em 1985 com “África Minha”, em 1987 com “Estranhos na Mesma Cidade”, em 1988 com “Grito de Coragem”, em 1990 com “Recordações de Hollywood”, em 1995 com “As Pontes de Madison County”, em 98 com “Podia-te Acontecer”, em 1999 com “Melodia do Coração”, e em 2002, para Secundária em “Inadaptado”.
Em 2006, será uma vez mais candidata com “O Diabo Veste Prada”.
Espantoso! Qualquer destas interpretações ficará eternamente na memória de todos.
Aconteça o que acontecer, Meryl Streep já guarda para si o recorde de nomeações, afastando-se de outra grande Senhora que foi Katharine Hepburn.
Meryl chegou mesmo a dizer :
“Fico arrepiada e honrada por ser nomeada, e também horrorizada pelo facto de alguém imaginar que eu poderia ultrapassar a inultrapassável Katharine Hepburn. Mas é muito gratificante o simples facto de se mencionar o meu nome ao falar-se dessa enorme actriz”.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Sem "papas na língua"


Devido ao apelido, muitos pensam que é francesa. Mas é inglesa, sendo Bissett o apelido da mãe, essa sim, francesa. Vive em Los Angeles desde 1965.
Tem 62 anos e rodou mais de 40 filmes, dirigida por grandes realizadores, entre os quais John Huston, George Cukor, François Truffaut e Roman Polanski. Contracenou com “gigantes” como Marlon Brando, Steve McQueen e Frank Sinatra.
Apenas uma vez (“The Deep”) filmou com menos peças de roupa…e quando solicitada para o fazer em filmes posteriores, respondeu sempre:
“Na verdade, preferiria fazer coisas mais interessantes, pode ser?”
Afirma que aprendeu tudo o que sabe de cinema em Hollywood, vendo os seus colegas a representar, e copiando-os. Adorou trabalhar com Brando, mas detestou fazê-lo com McQueen, “ um maníaco difícil de conhecer bem”, palavras nada abonatórias para o falecido actor.
Nunca casou nem teve filhos, apesar de prolongadas ligações a Michael Sarrazin, Victor Drai, Alexander Gudunov e Emin Boztepe, um especialista turco em artes marciais, com quem viveu mais de uma década, mais novo do que ela “apenas” 17 anos. A relação terminou em 2006.
Jacqueline entende que “algumas das jovens actrizes actuais nem chegam a aprender bem os seus papéis. Podem pensar que é engraçado, mas chegam às filmagens e não sabem nada, restando-lhes mostrar o corpo…o que é o contrário de um bom profissional”.
Não quis dizer nomes.
Uma grande actriz sem “papas na língua”.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Mickey Rooney


É hoje um respeitável ancião de 86 anos.
Nos anos 30 e 40 foi um dos actores mais populares em todo o mundo.
Mas… qual a razão de nos lembrarmos tanto dele, se na verdade nenhum dos seus trabalhos ficou especialmente memorável?
Porque é que um individuo feio e baixo, longe do galã clássico, casou oito vezes, a primeira das quais, nada mais, nada menos do que com Ava Gardner, uma das “deusas” de Hollywood?
Está muito na nossa memória porque invariavelmente apareceu, durante décadas, num número interminável de séries televisivas, entre as quais algumas de enorme sucesso, como “O Fugitivo”, “Twilight Zone” e “Kung Fu”, para além dos canais de cinema que vão repetindo a exibição dos seus filmes, cujo êxito começou com a personagem Andy Hardy, que interpretou em “apenas” 16 filmes.
E a verdade é que, devido ao sucesso destas películas iniciais, Mickey Rooney ganhou uma fortuna, e também uma posição invejável nos bastidores da indústria, o que seria um atractivo chamariz para jovens estrelas em ascensão, como a bela Ava.
No entanto, poucos saberão que o grande arranque para a carreira deste actor, surgiu das mãos de Walt Disney, que baptizou o seu famoso rato de “Mickey”, numa clara colagem ao sucesso do actor.
Mickey Rooney e Mickey Mouse.
Os dois ocupavam sempre as duas primeiras posições em popularidade, nos anos 30.
Rooney recebeu apenas uma nomeação para o Óscar em 1939, pelo seu trabalho em “Babes in Arms”, mas a Academia de Artes e Ciências de Hollywood concedeu-lhe em 1983 um prémio de homenagem a toda a sua longa carreira, que nesse ano se traduzia em 60 anos de actividade profissional.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Já 25 anos!


Em 1992, passeando devagar pelos Campos Elísios numa amena tarde de Setembro, comprei o “Paris Match”, que na capa trazia uma esplendorosa fotografia de Romy Schneider, com uma legenda que nunca esqueci: “Romy, dix ans déjà!”.
Na verdade, a actriz faleceu em 1982.
Ao iniciar este blogue, faço questão de ser esta a primeira figura a aparecer, agora que em vez de dez, se completam 25 anos sobre a sua morte.

Trabalhou com grandes realizadores, contracenou com outros enormes actores, e desde a ingénua “Sissi” que cativou o mundo, passando pela sensualidade da Marianne em “A Piscina” até ao derradeiro papel, Elsa, em “La Passante du Sans-Souci”, Romy Schneider é um ícone do cinema europeu.

A fotografia que aqui anexo, faz parte do catálogo da exposição “Romy Schneider por César Lucas”, realizada em Córdova em 2006. Uma peça rara e valiosa, na colecção bibliográfica que possuo sobre a grande actriz austríaca.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Apresentação

Blogues sobre cinema há muitos.
“Arte Sétima” será mais um, mas diferente.
Não quer concorrer com nenhum outro, pelo que se distinguirá nas informações menos conhecidas do público, nas curiosidades, nos bastidores.
Homenageará as figuras que mais me influenciaram, que mais admirei, que mais contribuíram para a devoção que tenho pelo Cinema.
Perspectivará o que de mais importante irá acontecer, mas não perderá tempo com vidas íntimas de actores e actrizes, “dramas” cor-de-rosa que as revistas noticiam com deleite.
Destacará o cinema que se fez em Portugal, os seus protagonistas, quem fez dele alguma coisa.
Mãos à obra !
Locations of visitors to this page