
quarta-feira, 2 de junho de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
É complicado, é...

Fui ver “It’s Complicated”, apenas por uma razão.
Óbvia.
Meryl Streep.
Mas…quando o filme acabou, concluí que, desta vez, nem ela consegue salvar “aquilo”, de tão pobre e vulgar que é.
Fiquei a pensar no que leva uma “diva”, talvez "A" diva, a aceitar papéis deste calibre, em historietas patetas e ocas, que nada acrescentam, rigorosamente nada, à sua brilhante carreira. Dinheiro não é seguramente, e não acredito que esteja cansada de pouco fazer…
Evidentemente que emprega o seu talento na criação de uma personagem interessante mas banal, e nem se esforça muito.
Relembrei as suas grandes interpretações em filmes que integram a história do Cinema, e não pude deixar de lastimar.
domingo, 7 de março de 2010
Maria de Medeiros
É a actriz portuguesa mais conhecida na Europa.E afirma, sem “papas na língua”:
“A revolução portuguesa é de uma actualidade incrível. Nesta época sinistra em que nos dizem que se podem construir democracias atirando bombas, matando civis e destruindo países, a “revolução dos cravos” foi a prova de que com diálogo e respeito pode-se criar a paz.”
“Tenho dupla nacionalidade, portuguesa e francesa. Se tivesse que renunciar a ser portuguesa, nunca teria adquirido a francesa. Fi-lo pelas minhas filhas, nascidas em Paris e que eram tratadas como estrangeiras na escola. Forma parte da política de exclusão que existe em França. Uma situação kafkiana”.
Maria de Medeiros.
Palavras com várias direcções…
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Shirley MacLaine

Continua a discriminação, por sexo e por idade. Deveriam ter vergonha pelo que lá se passa. Se não fores um “vampiro” adolescente, não tens nada para fazer. Muitos dos meus colegas veteranos estão completamente “invisíveis”.
Hoje em dia, apenas o gosto do público impera em Hollywood, não interessando se é bom ou grotesco”.
Shirley MacLaine.
Aos 75 anos, desassombrada como sempre, diz em poucas palavras, em entrevista a “El País”, que o “rei vai nu”, o que não sendo novidade para quem acompanha as lides cinematográficas, demonstra verticalidade e carácter, que não abundam nos bastidores do espectáculo.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Jean Simmons (1929 - 2010)

Nestas coisas de beleza é sempre difícil escolher, mas Jean Simmons era, muito para além disso, uma excelente intérprete, revelada na Europa no final dos anos 40, e mais tarde recebida por Hollywood, ainda que não aproveitando totalmente o seu talento. Mas isso já é opinião pessoal.
Entre o primeiro filme, “Give us the Moon” de 1944, e o último, “Shadows in the Sun” de 2008, distam 64 anos, mais de seis décadas repletas de êxitos, que lhe valeram, por duas ocasiões, nomeações para Oscar, primeiro como Secundária em “Hamlet” (1948) e mais tarde para Actriz Principal em “The Happy Ending” (1969).
Contracenando com actores de primeira linha, como Laurence Olivier, Kirk Douglas ou Burt Lancaster, deixou-nos inesquecíveis personagens em “Young Bess”, “The Robe”, “Elmer Gantry” ou “Spartacus”, para falar apenas dos mais conhecidos.
Jean Simmons.
Talento e beleza. Em iguais doses.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Bette Davis
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Louise Brooks
domingo, 22 de março de 2009
Maggie Smith
Ao rever, há poucos dias, “The Prime of Miss Jean Brodie”, (1969), voltei a ficar absolutamente fascinado com o talento de Dame Maggie Smith (nasceu em 1934).Actriz tipicamente inglesa, fruto dessa escola prodigiosa que tanto deu e continua a dar ao teatro e cinema, Maggie tem, neste filme como em tantos outros, um desempenho memorável, que lhe valeu um Óscar, de uma professora num colégio ultra-conservador, durante a II Guerra Mundial.
Vinda de uma carreira notável no teatro, bem cedo começou a coleccionar êxitos nas telas, quer inglesas quer norte-americanas.
Ganhou mais dois galardões da Academia, para Actriz Secundária, em “California Suite” (1978) e “Gosford Park” (2001), para além de outras nomeações.
Uma actriz de excepção.
“The Prime of Miss Jean Brodie”. Apreciem!
sábado, 14 de março de 2009
Kate Winslet

Kate Winslet ganhou o Oscar, e merecidamente.
Longe já vão os tempos de “Titanic”, em que muito prometia. Mas de promessas está o mundo do Cinema cheio, e houve que aguardar calmamente, para se confirmar a categoria desta actriz.
Interpreta normalmente personagens complexos, nos quais o talento é reconhecido, mas a actriz inglesa, de 34 anos, procura avidamente este tipo de papéis, que lhe exigem o máximo.
Casada com o realizador Sam Mendes, Kate abandonou a Inglaterra e vive nos Estados Unidos, facto que lhe vale uma certa antipatia da Imprensa britânica, cujas críticas nem sempre são justas.
A conquista do Oscar fortaleceu as opções da actriz.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Helen Hunt

Assim se refere ao tão ambicionado prémio a actriz Helen Hunt, que o conquistou há doze anos com “Melhor é Impossível”. Relativizando o significado da estatueta, Hunt acrescenta que depois de o ter ganho ganhou mais dinheiro nos filmes seguintes, ofereceram-lhe papéis mais atraentes, mas pouco mais.
Helen Hunt nasceu em 1963, nos Estados Unidos, e torna-se conhecida do grande público com “Twister”, em 1996. Já protagonizou dezenas de películas, algumas de qualidade sofrível, e o futuro não passará exclusivamente pela interpretação. É a realização que a fascina, é nesse campo que quer investir.
Veremos se o êxito lhe sorri.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Milú

Mas Milú (1926-2008) ficará sempre na história do Cinema português como a grande dama, a mulher bonita que levava multidões às salas, e ocupava muitos sonhos utópicos.
Outras actrizes, bem mais talentosas, como Maria Matos, Laura Alves ou Teresa Gomes, ganharam o seu lugar no estrelato cinéfilo luso pelas interpretações brilhantes em muitos papéis, mas Milú era o chamariz principal, aquela que conseguia, com a sua beleza, encher os cinemas e os teatros de “revista”.
Podia ter tido uma carreira internacional, nomeadamente em Espanha, que, na época, era quase o paraíso inalcançável. Ou mesmo Hollywood, que se interessou por ela, mas a actriz passou ao lado de tudo isso, dando prioridade à sua vida pessoal.
Casou cedo e abandonou o Cinema.
Esse facto ajudou a construir o mito. Involuntariamente.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Helen Mirren

Helen Mirren é um destes bons casos.
Sem recear a polémica, a excepcional actriz declarou, em recente entrevista, que convém aos violadores que os júris ou os magistrados no tribunal tenham muitas mulheres, dado que, segundo ela, a maioria feminina será levada a pensar que a culpa não foi do violador, mas da violada.
Ou seja, nesta como em outras ocasiões, as mulheres seriam o principal inimigo de si próprias.
Será verdade?
Sendo ou não, eis um bom ponto de reflexão. E sério.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Julianne Moore
Julie Anne Smith nasceu em 1960.Compreende-se facilmente a razão de o seu nome artístico ser Julianne Moore...
Licenciada pela Universidade de Boston em Arte Dramática, estreia-se no cinema em 1988 ( “Slaughterhouse”).
E desde logo, mereceu as melhores críticas, que viam nela uma enorme actriz.
Quem a esquece em “Magnolia”, “A Map of the World”, “Hanniball” ou “The Hours”?
Muito versátil, em personagens cómicos ou trágicos, Moore é uma das mais brilhantes da sua geração.
Actualmente roda o “Ensaio sobre a Cegueira”, baseado no livro de Saramago.
Quatro vezes nomeada pela Academia.
sábado, 21 de junho de 2008
Susan Sarandon
Susan Sarandon (nasceu em 1946) é, para além de uma actriz excepcional, uma mulher que não esquece o papel importante que uma “estrela” de cinema pode ter.Bacharel em Artes, a sua actividade política e social é conhecida, tendo já declarado que se John McCain for eleito Presidente dos Estados Unidos, irá viver para Itália ou para o Canadá. E desabafou: “Estou cansada de ser apelidada de anti-americana só porque levanto questões”.
A sensualidade transparece nela, mas não como tónica única ou dominante nas suas interpretações, antes fazendo parte de uma personalidade multidimensional. Tal característica é bem visível desde “Rocky Horror Show”, “Bull Durham” e “White Palace”, até “The Witches of Eastwick” ou “The Hunger”.
Melhor Actriz com “Dead Man Walking” em 1996, já foi nomeada quatro vezes, o que a ajudou a tornar-se uma das actrizes mais bem pagas de Hollywood.
Uma curiosidade: o Oscar que ganhou está exposto…na sua casa-de-banho….
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Cyd Charisse
Tula Ellice Finklea era o seu verdadeiro nome.Percebe-se facilmente porque teve de adoptar um nome artístico diferente.
Cyd Charisse(1922-2008).
Sempre que penso nela, associo de imediato Gene Kelly. E Fred Astaire.
Na verdade, bailarina de raiz, ela foi “o par” de Kelly para a eternidade.
Ninguém esquecerá a sua presença em coreografias musicais clássicas, ao lado destes dois “monstros sagrados” do cinema.
E a propósito deles, Cyd escreveu:
“É como comparar maçãs com laranjas. Ambos são deliciosos”.
Mas o nome de Cyd Charisse sempre terá lugar na memória de todos os que a viram nas telas, em momentos únicos de talento e beleza.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Simone Signoret

O “Café de Flores” era o seu local preferido durante a ocupação nazi, aí se encontrando com a intelectualidade “resistente”, que a motiva a iniciar a carreira artística que tanto ambicionava. A tal ponto que é ela que passa a sustentar a família, dado que o pai havia saído do país para se juntar a De Gaulle em Inglaterra.
Nos seus primeiros filmes interpreta muitas vezes o papel de prostituta, o que lhe valeu alguma perseguição por parte da imprensa e de sectores mais conservadores.
Mas Simone Signoret estava muito por cima de tudo isso.
Ganhou todos os prémios que uma actriz pode alcançar, a sua fama estendeu-se por todo o mundo, o seu talento reconhecido.
Quem não recorda “La Ronde”, “Les Diaboliques”, “Casque d’Or”, “Ship of Fools”, “Room at the Top” ou “La Veuve Couderc”?
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Kim Novak
Bem poucos se recordarão dela. No entanto, fez furor na sua época, anos 50 e 60, trabalhando com realizadores de nomeada, sempre encarada como uma “sex-symbol”, mas sendo bem mais do que isso.A cor do cabelo não significava falta de talento, como muitas vezes acontece em actrizes “curvilíneas” que não passam disso mesmo.
Kim Novak (nasceu em 1933) ficou sobretudo famosa pelo seu desempenho em “Vertigo” de Hitchcock. Mas será injusto esquecer, entre outros, “Pal Joey”, “The Man with the Golden Arm”, “Kiss me, Stupid” e “Of Human Bondage”.
Soube retirar-se de cena quando entendeu que a sua imagem era outra, o que se entende. Pode é não aceitar-se.
O seu último filme foi rodado em 1991.
Restam os dvd, para matar saudades.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Mia Farrow

Aparentemente frágil, muito magra, mas com um olhar que enche por completo os écrans, Mia Farrow (nasceu em 1945) foi, durante muitos anos, a “diva” de Woody Allen, como já acontecera com Diane Keaton, e agora com Scarlett Johansson.
“Filha de peixe…”, Mia herdou de sua mãe, a também actriz Maureen O’Sullivan, a naturalidade com que enfrenta as câmaras, mas fá-lo com muito mais talento. O pai foi o realizador australiano John Farrow.
De seu nome verdadeiro Maria de Lourdes Villiers-Farrow (sabiam?), foi o seu primeiro filme que a lançou para a fama. “Rosemary’s Baby”, que em português foi comercializado como “A Semente do Diabo”, em 1968. Depois veio a fase “Allen”, e aí destacaria “The Purple Rose of Cairo”, “Hannah and her Sisters”, “Radio Days”, mas a lista poderia ser bem mais longa.
Uma actriz para a história do Cinema.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Doris Day
Quando falamos de Doris Day (nasceu em 1924), lembramo-nos de imediato de uma canção, “Que Será, Será”, que interpretou em 1957 no filme “The Man Who Knew Too Much”, ao lado de uma das “lendas” do cinema, James Stewart.Ou seja, a canção celebra este ano 50 anos, e toda o mundo a conhece.
É interessante constatar que foi uma música, e não qualquer dos seus 46 filmes, a projectá-la para a fama, dado que, em boa verdade, Doris Day não era uma grande actriz, limitando-se a papéis de “ingénua” sexy e meio apalermada, com grande sucesso, apesar de tudo, nos anos 50 e 60.
Rock Hudson, que com ela rodou muitos filmes, era o divertido galã, e ambos fizeram um par afamado em Hollywood, que os aproveitou na perfeição para grandes receitas de bilheteira.
Talvez “Calamity Jane”, de 1953, seja o seu maior êxito.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Natalie Wood
Quando se começa uma carreira aos 4 anos…acaba-se cedo.Mas há excepções.
Natalie Wood (1938 – 1981).
Com 9 anos já ganhava mil dólares por semana, e estava-se, portanto, em 1947…e com isso era o sustento de toda a família, emigrantes russos que, graças ao prodígio, saiu de uma vida de dificuldades para o desafogo.
Já era uma actriz consagrada antes de completar 20 anos, até porque já contracenara com James Dean no célebre “Fúria de Viver” (Rebel Without a Cause), que lhe valeu a primeira nomeação para Oscar e ainda mais fama. Depois vem “Esplendor na Relva” (Splendor in the Grass) e “West Side Story”. E muitos outros grandes filmes.
Muito haveria a esperar do seu talento, mas a morte prematura, por afogamento, acabou, de facto, cedo com a sua vida.


